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Segunda, 06 Abr 2020
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CULTURA
OBRA DE ALEXANDRE DELGADO EM ESTREIA MUNDIAL NO CCCCB
Rádio Cova da Beira
O Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco (CCCCB) é palco da estreia mundial da obra musical “Samambaia”, da autoria de Alexandre Delgado, este domingo, 23 de Fevereiro, às 18h. A autarquia albicastrense organiza o espectáculo “Música de Câmara para Castelo Branco”. O evento resulta de propostas feitas pelo município a três compositores portugueses.
Por Paulo Pinheiro em 23 de Feb de 2020

O programa contempla a apresentação das obras Aus der Tiefen, de César Viana, a Suite Raiana, de Fernando Lapa, escrita a partir de temas tradicionais da Beira Interior, e a estreia mundial da obra Samambaia, de Alexandre Delgado.

 

Os intérpretes serão o João Roiz Ensemble e, como convidados, o clarinetista Pedro Ladeira e Carisa Marcelino, no acordeão.

 

"Este é um claro exemplo de uma iniciativa que promove a cultura e, simultaneamente, destaca a importância do património musical tradicional e a sua leitura contemporânea”, refere o presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Luís Correia.

 

De acordo com a edilidade, a iniciativa permite estimular os compositores a contribuírem para uma leitura multifacetada da contemporaneidade e afirmar Castelo Branco enquanto centro de produção cultural nacional.

 

 

 

Sobre Alexandre Delgado

 

 

 

Alexandre Delgado nasceu em Lisboa em 1965 e é compositor e violetista. Estudou na Fundação Musical dos Amigos das Crianças e diplomou-se em violino e composição no Conservatório Nacional em 1983. Discípulo de Joly Braga Santos, o seu Prelúdio para Cordas foi estreado pela Orquestra Sinfónica da RDP em 1982. Prosseguiu os seus estudos com Jacques Charpentier em França (como bolseiro da SEC), diplomando-se com o 1.º Prémio de Composição do Conservatório de Nice em 1990. A sua obra Antagónica foi seleccionada para os World Music Days, na Cidade do México, em 1993, e o seu Quarteto de Cordas foi gravado em CD pelo Quarteto Arditti. Langará, para clarinete solo (1992), tornou-se peça de reportório a nível internacional, com múltiplas gravações em CD. Com encomendas de vários festivais internacionais e das principais instituições musicais portuguesas, a sua produção inclui a ópera de câmara O Doido e a Morte, cuja estreia dirigiu no São Carlos em 1994, em Berlim em 1996, e cuja 6.ª produção dirigiu no Teatro de Almada em maio de 2014. A sua ópera em dois atos A Rainha Louca foi estreada e gravada em CD sob sua direcção, no CCB, em 2011. Entre as suas obras mais recentes destacam-se o ciclo Cinco Sonetos Quinhentistas (estreado pelo soprano Maria Bayo), Tríptico Camoniano para soprano e trio com piano, Verdiana para orquestra e Baila, Bailarino para coro infantil e orquestra, estreado no CCB em Junho de 2015.

 

Crítico musical do jornal Público entre 1992 e 2002, assinou o programa radiofónico A Propósito da Música na Antena 2 entre 1996 e 2013. É autor dos livros A sinfonia em Portugal, A culpa é do maestro (crítica musical) e Luís de Freitas Branco. Realizou elogiadas versões portuguesas das óperas Hänsel und Gretel, Die Zauberflöte, The Little Sweep e La bela dormente nel bosco.

 


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