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Sábado, 22 Fev 2020
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SOCIEDADE
SALVEM AS ABELHAS E O MUNDO
Rádio Cova da Beira
A mensagem é clara. Sem abelhas não há vida. É por esse motivo que a apicultura está em fase de afirmação, por simbolizar a luta por um melhor ambiente no planeta. É o reconhecimento, ao fim de 20 anos, da importância do setor.
Por Paula Brito em 12 de Feb de 2020

“Tudo isso chamou o mel e a apicultura como bandeira daquilo que queremos para o futuro da agricultura, quer nacional quer europeia. Por isso, estamos no momento de agarrar esse reconhecimento e projeção, de todos estarem a falar sobre o mel polinizador, ameaças ao ecossistema, biodiversidade, e organizar o setor.”

 

A ideia deixada por Helena Guedes, técnica da Federação Nacional de Apicultores de Portugal, à RCB, durante as IV jornadas de apicultura, no Fundão, que contaram com a presença de 120 participantes.

 

Segundo Carlos Jerónimo, presidente da direção da Pinus Verde, associação que organiza o evento anual, a apicultura está cada vez mais a afirmar-se no mundo rural. Os dados são empíricos, mas a crescente adesão à iniciativa e à apicultura por parte dos jovens, “permitem olhar com esperança para o futuro do setor.”

 

Alexandre Leonardo é um dos jovens apicultores que trocou a formação em cinema pela paixão pelo mel, dando seguimento a uma tradição familiar que já atravessou cinco gerações.

 

“Eu fui estudar para fora, tirei um curso que não tem nada a ver com apicultura, mas decidi que, já que gosto tanto disto e tento me identifico, vou-me dedicar inteiramente a isto.”

 

Trata-se de um regresso, literal, à terra, “com o cinema já tinha regressado, a apicultura é um regresso ainda mais profundo nas raízes”.

 

Produtor do mel Bees & Bizz, a partir da flora da Gardunha, Alexandre Leonardo entende que o setor enfrenta os problemas do planeta.

 

“Temos vários problemas, uns já muito enraizados, como as doenças, nomeadamente a varroa, e mais recentemente a vespa velutina, mas depois, o desequilíbrio ambiental e as mudanças climáticas”.

 

Um estudo publicado na última semana na revista “Science”, mostra que “a probabilidade de uma população de abelhas sobreviver em qualquer local diminuiu 30% no decorrer de uma única geração humana.”

 

A equipa que fez o estudo descobriu que as populações deste importante polinizador começaram a desaparecer em regiões onde as temperaturas tinham ficado mais quentes, e alerta “sem abelhas não há polinização, não há reprodução da flora, sem flora não há animais, sem animais não haverá raça humana”.


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