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SOCIEDADE
BSE: UM TERÇO DOS HABITANTES VIVEM EM "CONDIÇÕES INDIGNAS"
Rádio Cova da Beira
Um estudo do Instituto Politécnico da Guarda (IPG) revela que um terço dos habitantes das Beiras e Serra da Estrela (BSE) vive em “condições indignas”.
Por Paulo Pinheiro em 09 de Feb de 2020

O número de famílias que vivem situações de grave carência habitacional na região das Beiras e Serra da Estrela ultrapassa os 30%, segundo a Unidade de Investigação do Desenvolvimento do Interior do Instituto Politécnico da Guarda. O diagnóstico surge através de um trabalho no terreno que está a ser realizado por professores e alunos do IPG para avaliar as condições dos habitantes desses municípios.

 

 

O Politécnico da Guarda, em conjunto com a Câmara Municipal da Guarda, está a fazer um diagnóstico à forma como as pessoas vivem e a criar soluções. Ana Cruz, directora do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, irá apresentar programas nacionais de apoio à habitação numa conferência, no dia 11 de Fevereiro às 14h30 no auditório do IPG. 

 

“Estamos a delinear estratégias na nossa área de influência através de uma visita porta a porta a famílias que vivem tanto em zonas rurais, como em zonas urbanas”, afirma Joaquim Brigas, presidente do Instituto Politécnico da Guarda que coordena a ELH. “O IPG ajuda a que sejam respondidas as necessidades básicas da população e revitalizar os territórios de baixa densidade na qual nos encontramos”.

 

O projecto identifica agregados familiares e os cidadãos que vivam em condições habitacionais consideradas indignas numa dada região e, deste modo, encontrar alternativas para eliminar problemas como: acessibilidade, habitabilidade, saneamento e conforto térmico. “Com estas medidas tornamos possível a habitação como um direito e garantimos melhores condições a quem não tem possibilidade de as ter”, afirma Joaquim Brigas. “O número de pessoas a viver em situações precárias é maior do que imaginávamos”.

 

O documento pretende desenhar a Estratégia Local de Habitação (ELH) para um Concelho em Portugal e deste modo possibilitará a elaboração de uma candidatura ao Programa 1º Direito: um programa de apoio público à promoção de soluções habitacionais destinadas a cidadãos e agregados que vivem em condições de carência financeira, entre outros programas de apoio.

 

 

 

 

Novas Geração de Políticas de Habitação

 

O “1º Direito” enquadra-se numa série de outros programas criados pela Estratégia Nacional para a Habitação, cujo objetivo principal foi o de facilitar o acesso das famílias portuguesas à habitação através da reabilitação urbana, arrendamento habitacional e requalificação dos alojamentos.

 

Com as mudanças de procura e acesso à habitação e a preocupação com as condições socioeconómicas das populações foi criada a “Nova Geração de Políticas de Habitação” (NGPH) pela Resolução do Conselho de Ministros em 2018.

 

Os principais objectivos passam por dar resposta às famílias que vivem em situações de grave carência habitacional, garantir o acesso à habitação a todos os que não têm resposta por via do mercado, criar condições para a revitalização urbana e promover a inclusão social e territorial.

 

 

“Esta necessidade de fazer uma nova geração de políticas está a levar os municípios a criar uma nova estratégia local de habitação que lhes permitirá aceder a financiamentos comunitários, como o 1º Direito”, afirma Joaquim Brigas. 


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