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Sexta, 28 Fev 2020
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POL�TICA
À TERCEIRA FOI DE VEZ
Rádio Cova da Beira
Depois de rejeitada por duas vezes, foi aceite a lista liderada por Fernando Raposo à presidência da concelhia do PS de Castelo Branco. Na próxima sexta-feira, concorrem duas listas, os dois candidatos estiveram no “Flagrante Direto” da RCB. Arnaldo Braz considera elitista e incoerente na argumentação, a lista opositora. Fernando Raposo denuncia coação para evitar o aparecimento da sua candidatura.
Por Paula Brito em 27 de Jan de 2020

Além dos entraves colocados, com a rejeição, por duas vezes, da lista que lidera, Fernando Raposo diz que houve outras tentativas de travar o aparecimento de uma segunda candidatura.

“Coagiram muitos dos membros da nossa lista, houve um caso, de uma camarada nossa, que assinou a 12 deste mês o termo de aceitação para integrar a nossa lista, foi coagida pelo senhor presidente da câmara e pediu-nos por tudo para sair da lista, e agora aparece na outra lista. E há mais, coação a outros membros da lista já depois de ter sido apresentada, mas esse não desistiu porque não depende do presidente da câmara.”

Fernando Raposo denunciou ainda o facto da maioria dos elementos da lista opositora, liderada por Arnaldo Braz, serem pessoas que estão direta ou indiretamente dependentes do presidente da Câmara de Castelo Branco. Uma lista que é o reflexo do que se passa hoje no PS de Castelo Branco.

“O partido é hoje o presidente da câmara, a comissão política é uma espécie de câmara de ressonância do presidente da câmara, o que é um erro crasso.” E deixa como exemplo o facto de Luís Correia nunca ter submetido a lista que escolheu para a câmara e assembleia municipal, nas últimas autárquicas, à comissão política concelhia, o que “nunca tinha acontecido”.

Arnaldo Braz, que se recandidata ao cargo, considera salutar a existência de mais do que uma lista, o que já não acontecia há 25 anos em Castelo Branco, mas não entende os motivos apresentados, nomeadamente o facto do PS ser hoje um partido de um homem só.

“Eu percebo que os meus opositores contestem também esse facto, porque não vão às reuniões, mas há uma coisa que temos que perceber, é que o mundo mudou. O mundo mudou naquele sentido elitista que os nossos camaradas ainda têm em relação à participação na vida partidária, e que hoje está ultrapassada”.

Além de elitista, e incoerente nos argumentos, Arnaldo Braz considera ainda que a lista liderada por Fernando Raposo é motiva por interesses pessoais.

“Não só o cabeça de lista, mas também alguns dos elementos candidatos dessa lista, têm vindo a atacar o presidente da câmara relativamente às políticas que têm sido desenvolvidas, políticas essas em que esses mesmos contestatários participaram porque foram vereadores, não se percebe a coerências dessas críticas.” Arnaldo Braz acrescenta que é uma lista que “vem dividir o partido.”


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