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Terça, 18 Fev 2020
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SOCIEDADE
CASTELO BRANCO: PREVENIR MORTE SÚBITA
Rádio Cova da Beira
É a primeira vez que no hospital Amato Lusitano (HAL), em Castelo Branco, é implantado um Cardioversor-Desfibrilhador Implantável (CDI) subcutâneo. A intervenção está marcada para esta quarta-feira e tem como missão “prevenir a morte súbita”, refere o director do serviço de Cardiologia do hospital albicastrense.
Por Paulo Pinheiro em 22 de Jan de 2020

“Trata-se de um CDI subcutâneo, diferente dos restantes uma vez que não é aqui necessário acesso vascular”, explica Francisco Paisana., “ou seja, o risco de complicações é mais reduzido, sobretudo de infecções e dispensando a utilização de raios X”, frisa.

“O nosso centro está a funcionar há 16 anos e é a primeira vez que fazemos esta intervenção”, refere o especialista, que confirma que a mesma, até ao momento e em caso de necessidade, tinha de ser realizada em Coimbra.

“Vamos contar com um eletrofisiologista do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, o Dr. Pedro Sousa e com a ajuda de um anestesista, uma vez que se trata de um procedimento diferente do habitual, com uma tecnologia diferente”, acrescenta.

O doente, um homem de 49 anos, apresenta manifestações de síncope e uma patologia potencialmente fatal por arritmias graves, que este aparelho detecta e trata através da administração de choques eléctricos.

Este é o primeiro aparelho do género a ser implantado em Castelo Branco, abrindo a porta a outras intervenções do género. “Se houver mais doentes com indicação para esta tecnologia, passamos a dispor de know-how para o fazer. Até porque estes doentes são seguidos no nosso centro, nós já conhecemos a sua patologia e podemos actuar da melhor forma possível, isto para além da relação de proximidade”, conclui aquele responsável.


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