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SOCIEDADE
SIDA E VIH: CASOS DIMINUEM
Rádio Cova da Beira
O número de novos casos de VIH e de SIDA está a diminuir, mas em alguns agrupamentos de centros de saúde do distrito de Castelo Branco os indicadores estão acima da média da região Centro.
Por Paulo Pinheiro em 01 de Dec de 2019

Os números. destacados pelo semanário Reconquista, fazem parte de um relatório da Coordenação Regional para a Infecção VIH e SIDA do Departamento de Saúde Pública da Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC), que revelou os dados por ocasião de mais um Dia Mundial da Luta Contra a SIDA, que se assinala este domingo, 1 de Dezembro.

De acordo com a ARSC, tem-se  assistido a um decréscimo mundial de novos casos de infecção VIH, de SIDA e de óbitos relacionados. "Portugal acompanha esta diminuição, mas continua a apresentar das mais elevadas taxas de novos casos de infecção VIH/SIDA da União Europeia, bem como de diagnósticos tardios", diz a ARSC

Relativamente à taxa de novos casos de SIDA em 2018 lidera o Agrupamento de Centros de Saúde (Aces) da Cova da Beira, com 2,5 casos por cada 100 mil habitantes nos concelhos da Covilhã, Fundão e Belmonte.

O ACES Beira Interior Sul, que tem os concelhos de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Penamacor e Vila Velha de Ródão, registou 1,5, casos por 100 mil habitantes, sendo que a média na ARS Centro é de 1,4.

O Pinhal Interior Sul, com os concelhos de Proença-a-Nova, Vila de Rei, Oleiros e Sertã, não registou casos

Quanto à taxa de novos casos de infecção VIH em 2018 por 100 mil habitantes o valor mais alto encontra-se no Aces Beira Interior Sul, com 8,7, só ultrapassado pelo baixo Mondego e baixo Vouga, onde os valores vão acima dos 11 novos casos por 100 mil habitantes.

No Pinhal Interior Sul, também pertencente à ULSCB, é de 3,3 e na Cova da Beira é de 2,5.

Estes números dizem respeito a casos notificados até final de Junho.

Em comunicado, a ARSC lembra que Portugal está a acompanhar a tendência mundial de diminuição do número de novas infecções e também de mortes “mas continua a apresentar das mais elevadas taxas de novos casos de infecção VIH/SIDA da União Europeia, bem como de diagnósticos tardios”, verificando-se uma “tendência crescente de novos casos de infecção no grupo de homens que têm sexo com homens (sobretudo em idades jovens) e diagnósticos tardios nos heterossexuais com 50 e mais anos”.

No ano 2018, foram notificados 134 novos casos de infecção VIH:

Continua a verificar-se assimetria na distribuição geográfica das taxas de infecção, tendo o ACES Baixo Mondego a maior taxa de novos casos de infecção VIH (11,4 por 100 mil habitantes), e o ACES Cova da Beira, a maior taxa de novos casos de SIDA (2,5 por 100 mil habitantes).

 


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