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Quarta, 03 Mar 2021
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POL�TICA
AMC APROVA ORÇAMENTO COM VOTO CONTRA DA OPOSIÇÃO
Rádio Cova da Beira
Assembleia Municipal da Covilhã (AMC) aprovou Plano e Orçamento da autarquia para 2020, com os votos contra de toda a oposição. Falta de ambição, estratégia e novos investimentos, foram as críticas que mais se ouviram ao documento que a maioria socialista considera realista.
Por Paula Brito em 28 de Nov de 2019

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Marco Aurélio, da bancada do PSD, também concorda que os documentos são realistas, para por outras razões.

“Infelizmente, é um orçamento realista porque se limita a gerir o dia a dia e fica-se por aí. Este executivo fala também num orçamento que não vende ilusões aos nossos concidadãos. Como é que se pode dizer que não vende ilusões quando esconde uma dívida superior a seis milhões de euros, resultante de subsídios compensatórios devidos à ADC? O que está a acontecer é mais ou menos isto: façam lá os trabalhos e ponham na conta.”

Marco Gabriel da bancada da CDU questiona, por um lado a centralidade do investimento na cidade, por outro, a falta de equidade na distribuição de investimentos nas freguesias.

“Por um lado, perguntamos como foi efetuada esta auscultação pelas freguesias não havendo investimentos previstos em todas elas.  Por outo lado, este plano de investimentos está concentrado em algumas obras na cidade. Já quanto ao plano de atividades municipal, nenhum novo projeto para 2020.”

Para Luís Fiadeiro, da bancada do movimento “De Novo Covilhã”, trata-se de um orçamento “sem ambição, sem uma estratégia delineada”, acrescentando tratar-se de um orçamento "onde não há incentivos para a captação de investimentos, onde não está previsto algo inovador para a Covilhã, nem qualquer comparticipação para a barragem da Covilhã, um orçamento onde não se aposta no interior do nosso concelho e onde não se estabelecem prioridades.”

Lopes Bernardo fez as contas, de subtrair, ao orçamento de 47 milhões de euros, para explicar os motivos que levaram a bancada do CDS-PP a votar contra.

“Este orçamento prevê mais impostos diretos e indiretos, quase um milhão de euros, menos receitas e menos atividade de licenças de vendas de bens e serviços, menos 1,6 milhões, menos rendimento de propriedade, menos um milhão de euros, menos receitas das empresas municipais, menos 700 mil euros, e assenta tudo na panaceia que são as transferências do Orçamento de Estado. Não estão acauteladas as transferências que foram assumidas, e por isso não podemos votar favoravelmente.”

Pina Simão, da bancada do PS, diz que o orçamento reflete a estratégia do executivo socialista. Uma estratégia definida pelo presidente da câmara da Covilhã, Vítor Pereira.

“Neste momento podemos dizer que a Covilhã é pessoa de bem, porque temos as contas arrumadinhas, certinhas, não é por acaso que somos o sétimo município de Portugal com menor peso de pagamento da despesa com o pessoal. O município da Covilhã, é aquele que tem maior aumento da coleta do IMI, não porque tivéssemos aumentado o IMI mas porque houve um incremento da atividade no nosso concelho, mais ainda, fomos o 14.º município de Portugal com maior volume de investimento pago em 2018.”

Às críticas da oposição, o autarca covilhanense respondeu com a posição da Covilhã no anuário dos municípios portugueses.   


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