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Segunda, 08 Mar 2021
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POL�TICA
CAMINHO CAUSA EMBARAÇO NA AMC
Rádio Cova da Beira
Munícipe da freguesia de Ferro foi à Assembleia Municipal da Covilhã (AMC) pedir igualdade de tratamento. Em causa está o arranjo do caminho de acesso à casa do vereador Jorge Gomes, naquela vila do concelho da Covilhã.
Por Paula Brito em 26 de Nov de 2019

Miguel Morais anda há 18 anos a pedir o arranjo do caminho da Quinta do Debuxo e até à data sem sucesso.

 

“Todo o caminho de acesso à sua propriedade [vereador] foi arranjado e asfaltado com cola, a obra foi concluída recentemente sendo do conhecimento público e motivo de indignação e revolta que viola o princípio de igualdade entre cidadãos.”

 

Miguel Morais deixou ainda outras questões para a câmara da Covilhã e junta de freguesia de Ferro.

 

“Teve a junta de freguesia do Ferro conhecimento oficial desta obra? Qual o valor da mesma? Quem a autorizou e suportou na totalidade? Para quando a reparação do caminho público, no Ferro, na Quinta do Debuxo onde resido?”

 

Paulo Ribeiro, presidente da junta de freguesia do Ferro, foi o primeiro a responder e disse que o vereador no executivo, fez o que ele também fez há sete anos com o caminho de acesso à sua propriedade.

 

“Foi eu chegar à câmara e negociar com a câmara, e pagar para me alcatroarem o caminho.”

 

O autarca admite que o arranjo de caminhos é o maior problema freguesia que dirige, mas garante que o caminho do munícipe em causa faz parte do pacote que negociou com a câmara da Covilhã para o orçamento de 2020.

 

“Nos próximos 10 meses haverá quatro caminhos prioritários alcatroados, sendo que um deles é o seu, não porque veio cá hoje, mas porque é uma grande preocupação da junta do Ferro e decidimos prescindir de uma obra, o largo das festas, em troca do alcatroamento de quatro caminhos que servem mais de 150 pessoas.”

Vítor Pereira confirma a versão de Paulo Ribeiro, isto é, foi o vereador que pagou o material do arranjo do caminho, e rejeita a ideia de discriminação.

 

“Para mim não há cidadãos de primeira ou se segunda, vereadores ou ministros, presidente da república ou o mais humilde dos cidadãos, são todos iguais. O senhor vereador explicou-me que tratou do assunto com o senhor presidente da junta, ele entregou os materiais e a máquina estendeu, não há aqui qualquer discriminação.”

 

Explicações que levaram o munícipe a intervir de novo, para dizer que só estava a pedir aquilo que tem direito, como todos os ferrenses, e que regressará à assembleia para agradecer o arranjo do caminho, quando for a altura.    


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