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POLÔŅĹTICA
PCP QUESTIONA: QUAL O APOIO DO GOVERNO PARA A MEDICINA NUCLEAR NO FUNDÃO?
Rádio Cova da Beira
Partido Comunista Portugu√™s quer saber se a solu√ß√£o protocolada entre a C√Ęmara Municipal do Fund√£o (CMF), Centro Hospitalar Universit√°rio do Centro Hospitalar da Cova da Beira (CHUCB) e a SCMF (Santa Casa da Miseric√≥rdia do Fund√£o) em rela√ß√£o √† ocupa√ß√£o e reafecta√ß√£o do antigo edif√≠cio do Hospital do Fund√£o tem o apoio do Minist√©rio da Sa√ļde.
Por Paulo Pinheiro em 26 de Nov de 2019

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Esta é uma das sete perguntas formuladas pelo Grupo Parlamentar do PCP na Assembleia da República à Ministra da Saúde acerca da criação da unidade de medicina nuclear no hospital do Fundão, que integra o CHUCB.

 

Os comunistas pretendem informações acerca do ponto de situação relativamente à decisão do Governo da criação daquela unidade, a instalar no CHUCB- Hospital do Fundão, e qual a tipologia dos serviços a prestar em termos de diagnóstico e terapêutica.

 

Na pergunta entregue na Assembleia da República, os deputados Paula Santos e João Dias, que subscrevem o documento, questionam o ministério tutelado por Marta Temido sobre os meios técnicos a afectar ao funcionamento da unidade de medicina nuclear, designadamente equipamentos de obtenção de imagem com recurso a radiofármacos, médico, técnicos de diagnóstico e terapêutica, especialista em física médica e farmacêutico.

 

Os parlamentares do Partido Comunista Português na AR perguntam ainda se foi ou não realizado um estudo técnico, com os pareceres das entidades competentes, que dê suporte às obras de remodelação física do edifício postas a concurso, se o projecto de empreitada foi ou não aprovado pelos Serviços Centrais do Ministério da Saúde e quais os recursos financeiros que serão mobilizados pelo Ministério da Saúde para a concretização do investimento.

O PCP refere que a criação de uma unidade de medicina nuclear no Hospital do Fundão, que integra o Centro Hospitalar Universitário da Cova da Beira, “é uma justa aspiração das populações da região, revestindo-se uma importância estratégica no reforço e qualificação do serviço nacional de saúde, na significativa melhoria do acesso a cuidados de saúde altamente qualificados por parte das populações das regiões do interior e na competitividade, qualificação e coesão territorial do nosso país”.

Uma unidade que consta da Rede de Referenciação de Medicina Nuclear, designadamente no estudo publicado em Fevereiro de 2016, facto que, para o PCP, atesta a sua necessidade pública e ainda o colmatar da diferenciação negativa do Centro Hospitalar da Cova da Beira classificado, como Centro Médico Académico, enquanto hospital nuclear da Universidade da Beira Interior que é o único centro do país que não dispõe de uma unidade de medicina nuclear. É também destacado o facto do Centro Hospitalar Universitário da Cova da Beira ter inscrito no plano de actividades de 2018 a Unidade de Medicina Nuclear com um investimento estimado de 1 000 000,00€, tendo igualmente decidido pela selecção de um equipamento tipo Spect-CT.

Os deputados comunistas recordam ainda as declarações do anterior Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, quem em Abril de 2018 declarou na AR “nós vemos com bons olhos a instalação desta unidade de medicina nuclear no Fundão em articulação técnica operacional e clínica com o centro hospitalar e universitário de Coimbra. Entendemos que este é um dos mecanismos que a Beira Interior pode ter para atrair novos profissionais, nomeadamente médicos, é ter pólos de diferenciação tecnológica que se distribuam pelas diferentes áreas que compõem o interior como Castelo Branco, Covilhã, Fundão e Guarda em articulação estreita com o grande centro hospitalar de Coimbra. Isso permite um circuito virtuoso onde as pessoas querem ir para o interior porque tem tecnologia, tem meios e inovação e esperamos que isso possa contribuir para que, a pouco e pouco, para que mais profissionais se interessem por se fixar no interior” .

Este ano, a 22 de Outubro, foi publicado em Diário da República o anúncio de concurso público, da Câmara Municipal do Fundão, de “Empreitada de Obras Públicas” para a “Construção da Unidade de Medicina Nuclear do Fundão”.

As obras acontecem por iniciativa da Câmara Municipal do Fundão, são realizada nas instalações do Hospital do Fundão que é propriedade da Santa Casa da Misericórdia do Fundão, mas estão integradas no Centro Hospitalar Universitário da Cova da Beira.

“Esta é uma situação peculiar que exige que os diferentes aspectos da iniciativa sejam claramente esclarecidos de forma garantir que o processo seja concluído sem sobressaltos”, sustenta o PCP.

De acordo com o Presidente da Câmara Municipal do Fundão, o projeto é enquadrado por protocolo assinado entre a Câmara Municipal do Fundão, o Centro Hospitalar Universitário da Cova da Beira e a Santa Casa da Misericórdia do Fundão. “Importa, porém, garantir que tal protocolo é reconhecido pela tutela. Ora acontece que, em 2014, o Presidente da Câmara afirmava que o documento havia sido enviado à ARS do Centro e dela não havia obtido qualquer resposta”.

O PCP recorda ainda que apesar das diligências locais e regionais dos últimos dezassete anos e a declaração proferida em Abril de 2018 pelo Ministro Adalberto Campos Fernandes, “não se conhece, até ao momento, um claro e efetivo compromisso político e orçamental da administração central para a implementação da referida unidade de medicina nuclear”.

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