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Sexta, 22 Nov 2019
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POLÍTICA
PCP REAFIRMA O FIM DAS PORTAGENS NA A23 E A25
Rádio Cova da Beira
O grupo parlamentar do PCP avança com um projecto de resolução no qual recomenda ao Governo a abolição da cobrança de taxas de portagem em toda a extensão da A23, uma ex-Scut (via sem custos para o utilizador). "Ao introduzir portagens nestas vias contraria o objectivo ao qual obedeceu a sua construção e constitui mais um elemento de discriminação e negativo para o interior", defende o PCP.
Por Paulo Pinheiro em 08 de Nov de 2019

A introdução de portagens nas chamadas SCUT, "para além de não resolver nenhum problema de ordem financeira, constituiu uma tremenda injustiça para as populações afectadas", afirma o Partido Comunista Português. 

 O grupo Parlamentar do PCP na Assembleia da república sustenta ainda que as portagens oneram de uma forma desproporcionada e injusta as populações e as empresas dos distritos de Santarém, Portalegre, Castelo Branco e Guarda, em que muitas delas chegam a pagar mais de portagens do que de IRC (Imposto sobre o Rendimento Colectivo), adicionando-lhes um custo acrescido ao custo de produção que já por si é elevado nestas regiões.

"Não se compreende ainda o facto de o custo por quilómetro de circulação na A23 ser superior, por exemplo ao da A1. Não há nenhuma racionalidade. Quem resida na Covilhã e trabalha em Castelo Branco e vice-versa (uma deslocação muito comum nesta região), só em portagens são 116 euros, o que corresponde a cerca de 20% do salário médio. Acresce que não há alternativas à A23", sublinha.

 

O PCP afirma também que, perante os impactos profundamente negativos com a introdução de portagens em 2011, a consequência foi a redução do tráfego praticamente para metade na A23.

"Registou-se um aumento de tráfego nas estradas nacionais referidas, que nos últimos anos não tiveram nenhum investimento ao nível da sua manutenção e que como afirmámos não constituem alternativa, o que tem tido consequências negativas ao nível ambiental, de qualidade e no aumento de sinistralidade", sublinham.

 

 

Os comunistas deixam aguardam a postura dos partidos na AR sobre esta matéria: "Veremos então mais uma vez de que lado estão cada um dos partidos representados na Assembleia da Republica", concluem.


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