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Segunda, 11 Nov 2019
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SOCIEDADE
IDOSOS EM MOVIMENTO NO MULTIUSOS
Rádio Cova da Beira
O dia mundial da terceira idade, foi assinalado, esta segunda-feira, no pavilhão multiusos com a presença de cerca de duas centenas de idosos de 15 instituições do concelho do Fundão e uma do concelho da Covilhã. Um dia de atividades para exercitar o corpo e a mente.
Por Paula Brito em 28 de Oct de 2019

Foi a primeira vez que o município do Fundão comemorou a efeméride e não vai ser a última. A ideia é, no próximo ano, associar ao evento uma feira social, como referiu, em declarações à RCB, a vereadora com o pelouro da ação social, Alcina Cerdeira.

“Uma feira que pode agregar palestras, conferencias, iniciativas que promovam dinâmicas onde possamos mostrar ao nosso território e aos outros iniciativas inovadoras que muito poucos conhecem.”

Um desses projetos chama-se Memo/Move e tem como objetivo criar uma sala para os idosos exercitarem a mente.

“Como vamos ao ginásio exercitar o corpo, vamos a este espaço exercitar a mente”.

Quem exercitava a mente era Isaura Santos, de corpo delgado e largo sorriso, jogava, com as cartas, o jogo da memória, e entre um par que acertava e outro que falhava, lá ia puxando pela memória, e pelas recordações, aos microfones da RCB.

“Eu, antes de ir para o lar, estava no meu andar, fazia a minha vida em casa, vinha à pastelaria, dava voltas ao largo do Espírito Santo, era a minha vida…” recordava já de voz embargada.

Generosa, no nome e no trato, faz parte do grupo do karaté dos Três Povos, que todas as semanas treina técnicas de autodefesa. Generosa completa 78 anos em novembro e tem uma definição muito própria da palavra idoso.

“Ser idoso é não se poder mexer, eu, já há mais de um mês que não vinha ao karaté, não me podia mexer, agora quando posso, venho.” Entre os dias de idosa e os dias de não idosa, Generosa tem saudades de ser jovem, “eu, se me apanhasse com a sua idade, trabalhava.” Dizia, olhando para o gravador como se não fosse nenhuma ferramenta de trabalho.

Joaquim Apolinário também trabalhava quando, aos 52 teve um AVC que lhe retirou a autonomia numa fatídica e simbólica data.

“Foi no dia 8/8/2008, às oito da noite, apanhou-me a parte esquerda, tive que deixar de trabalhar, trabalhava na fruta, na cereja”. Jovem para ter um AVC, jovem para ser idoso, Joaquim Apolinário diz que idoso é aquele que já “ultrapassou a idade”, seja lá qual for a idade. 


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