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Quarta, 13 Nov 2019
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POLÍTICA
PEV QUESTIONA GOVERNO SOBRE BAIXO CAUDAL DO TEJO
Rádio Cova da Beira
O grupo parlamentar do partido ecologista “Os Verdes” na assembleia da república questionou o ministério do ambiente no sentido de saber se, nos meses de Setembro e Outubro, foram assegurados os caudais mínimos de água no troço internacional do rio Tejo, entre as Barragens de Alcântara e Cedillo.
Por Nuno Miguel em 25 de Oct de 2019

Na pergunta enviada pelo deputado José Luís Ferreira, o PEV afirma que “a confirmar-se que a agência portuguesa do ambiente tomou conhecimento no dia nove de Setembro da libertação de um grande volume de água através da barragem de Cedillo, por que motivo a população e agentes económicos abrangidos pelo Tejo internacional não foram notificados de tal ocorrência, em particular os pescadores e operadores turísticos”.

 

De acordo com “Os Verdes” a situação que se constata desde Setembro “ao longo dos quase quarenta quilómetros do Tejo Internacional, onde os níveis estão drasticamente baixos, aliás nunca vistos nas últimas quatro décadas, é claramente demonstrativa da premência em rever a convenção de Albufeira”, assinada em 2008 “onde os caudais foram determinados em função dos interesses das hidroelétricas e não em função da preservação e da garantia dos ecossistemas fluviais. Passaram a prever-se caudais trimestrais e semanais e nem se ousou optar pela previsão de caudais diários”.

 

O PEV exige ainda ao governo a adopção de medidas urgentes para minimizar o impacto sentido com esta situação, uma vez que “a descida abrupta das águas do Tejo Internacional constituiu um evidente impacto negativo para todo o ecossistema com claro prejuízo para as espécies aquáticas, levou ao esvaziamento dos rios Sever e Pônsul transformando-se este último num canal árido e lamacento onde são visíveis peixes em decomposição e a vegetação ripícola a secar”.


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