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Quarta, 13 Nov 2019
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POLÍTICA
BE PREOCUPADO COM REDE DE CICLOVIAS DA COVILHÃ
Rádio Cova da Beira
O núcleo concelhio da Covilhã do Bloco de Esquerda vem, em comunicado, manifestar várias preocupações em relação ao projecto de implementação da rede de ciclovias que está a ser implementado pela câmara municipal.
Por Nuno Miguel em 25 de Oct de 2019

Neste comunicado, o Bloco de Esquerda considera que "é louvável que a câmara da Covilhã esteja a investir em bicicletas partilhadas e numa rede ciclável. No entanto seria imprescindível que esse investimento viesse acompanhado de um bom projecto, pois uma faixa mal projectada pode representar mais risco para o ciclista. Este projecto não está disponível para consulta pública, foi disponibilizado apenas um poster com alguns desenhos, sem escala ou dimensões, assim a análise que segue tem por base esse único poster”.

 

De acordo com o núcleo concelhio da Covilhã “a primeira impressão que se tem quando se analisa estes desenhos da rede de ciclovias que está a ser implementado na Covilhã é que foi elaborado da janela de um carro, sem um real e profundo conhecimento das necessidades dos ciclistas, da orografia da cidade e sem a consulta aos manuais de referência técnica. Da janela do carro, porque não sai do ponto de vista do automobilista, que vê a bicicleta como um obstáculo no trânsito que deve ser condicionado a uma ciclovia, e que de preferência, ocupe o mínimo de espaço e não atrapalhe o trânsito automóvel. Não conhece a orografia porque utiliza ruas com inclinações acentuadas, não aproveitando vias alternativas e de pouca inclinação, e não respeita os manuais técnicos porque não segue as especificações mínimas recomendadas nem a geometria adequada”.

 

O núcleo concelho da Covilhã do Bloco de Esquerda questiona ainda quais foram os critérios utilizados para a escolha das ruas contempladas pelo projecto e interroga “porque razão a alameda Pêro da Covilhã, uma das principais vias da cidade, inclusive que liga ao Hospital, não foi contemplada com nenhuma solução? Outras vias, como a estrada da velha fábrica, que poderia ser uma ligação de inclinação mais suave para o Polo IV da UBI e jardim público também não foi contemplada? Essas lacunas deixam o sistema sem a articulação a polos importantes de relatividade urbana e sem a devida continuidade. Também não foram pensadas vias alternativas, fora das ruas dos carros, como por exemplo, por dentro do jardim da Goldra, que daria uma inclinação mais suave que a Avenida do Biribau”.

 

O Bloco de Esquerda considera ainda que “a faixa da Alameda da Europa é concebida aparentemente de forma a induzir o automobilista a não cumprir o código de estrada. Como a faixa ciclável é diferente da faixa de circulação do automóvel, fica a parecer que o condutor não precisa respeitar a distância recomendada, colocando em risco a circulação do velocípede, que ao andar na sua faixa reservada tem a falsa sensação de segurança, quando na verdade está mais desprotegido do que se estivesse a ocupar a faixa dos veículos”.


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