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Quarta, 13 Nov 2019
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SOCIEDADE
REGADIO: MUNIC√ćPIO DESCONHECE INVESTIMENTOS
Rádio Cova da Beira
Preocupa√ß√Ķes do presidente da Associa√ß√£o de Benefici√°rios da Cova da Beira s√£o leg√≠timas, mas o munic√≠pio do Fund√£o desconhece os investimentos que, segundo Ant√≥nio Gomes, est√£o em causa com o despacho que pro√≠be o fornecimento de √°gua, fora do per√≠metro do regadio, a culturas permanentes.
Por Paula Brito em 21 de Oct de 2019

Recorde-se que o presidente da Associação de Beneficiários da Cova da Beira, em entrevista à RCB, disse que o despacho do ex-ministro da agricultura, Capoulas Santos, deita por terra três novos investimentos no concelho do Fundão.

“Presentemente vai afetar três, que tinham, alguns já as quintas adquiridas e outros eram deles.”

António Gomes não se refere nem ao investimento Vera Cruz, nem à Quinta da Rascoa, uma vez que nestes dois casos a decisão de fornecimento de água foi tomada antes do despacho, mas sim a novos investimentos “estamos a falar de investimentos de milhões de euros, não de milhares”.

Confrontado com a situação, o vereador com o pelouro da agricultura e desenvolvimento rural no município do Fundão, desconhece os investimentos de que fala António Gomes.

“Esses projetos novos, que estejam em carteira, eu não conheço. Obviamente, se estivermos a falar de projetos que estejam ainda numa posição muito embrionária, é natural que possa haver algum compromisso e aí, o presidente da associação de regantes tem razão.”

Se for esse o caso, e se os projetos em causa não lesarem os atuais beneficiários, o município vai “dentro da legalidade faremos tudo o possível. Se são de interesse para o município e que não lesem os regantes atuais, poderemos tomar as atitudes que sejam mais consentâneas com essa situação.”

Segundo Paulo Águas, a proibição começou por ser para o Alqueva, para regular os preços dos terrenos que estavam a ser inflacionados, e acabou por se estender a todo o país.

“O senhor ministro achou por bem estender esta questão a todos os perímetros de rega, até porque alguns, e foi o caso da Cova da Beira durante muitos anos, haver uma subutilização da área beneficiada pelo regadio. Eu acho que por uma questão de disciplina e de garantir que a água estará disponível para os proprietários do espaço do próprio regadio.”


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