RCB/TuneIn
Sexta, 15 Nov 2019
PUB
UBI
CIMD Cabecalho
SOCIEDADE
GOVERNO ABRE APENAS UMA VAGA PARA O CHUCB
Rádio Cova da Beira
A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos reclama a publicação dos critérios utilizados pelo Ministério da Saúde na distribuição das vagas para o concurso de assistente graduado sénior (a categoria de topo na carreira médica do Serviço Nacional de Saúde), e repudia, desde já, a escassez de vagas para a região
Por Paulo Pinheiro em 17 de Oct de 2019

No Centro Hospitalar Universitário da Cova da Beira (CHUCB) o Governo abriu apenas uma vaga para Ginecologia/Obstetrícia o mesmo aconteceu no Centro Hospitalar Tondela - Viseu (uma para Hematologia Clínica), no IPO Coimbra (uma para Urologia), e no Centro Hospitalar de Leiria (uma para Psiquiatria). Anestesiologia e Medicina Interna   no Centro Hospitalar do Baixo Vouga (uma para cada especialidade) e nove vagas no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (uma para cada uma de nove especialidades), ou seja, de acordo com o Despacho 14/10/2019, das 200 vagas a concurso apenas 15 estão disponíveis para seis unidades hospitalares da região Centro.

"Repudiamos esta atitude do Ministério da Saúde que, com esta medida, está a penalizar a região Centro e a criar sérios obstáculos ao alargamento da capacidade formativa. Ao abrir apenas 15 vagas, o Ministério da Saúde não investe nas carreiras médicas nem na qualificação dos serviços e demonstra uma evidente falta de investimento no Serviço Nacional de Saúde da região Centro”, afirma o presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos

“Não podemos afirmar, num dia, que são necessários médicos para as zonas mais carenciadas do País e, no outro, não dar condições para a estruturação dos serviços", aponta aquele responsável.

Para Carlos Cortes , autorizar este número de vagas é, por um lado, contribuir para o desequilíbrio das equipas médicas e, por outro, promover o esvaziamento do Serviço Nacional de Saúde.

"É inaceitável este abandono da região Centro por parte do Ministério da Saúde. Exigimos rigor e transparência”, sustenta Carlos Cortes.

O responsável da Secção Regional do Centro da Rodem dos Médicos defende a necessidade do processo ser transparente e, nesse sentido, exige "que o Ministério da Saúde publicite os critérios subjacentes a estas vagas que estão desajustadas face à realidade, uma vez que tinham sido identificadas 110 vagas para esta categoria".


  Redes Sociais   Facebook

2007—2019 © Rádio Cova da Beira

Todos os direitos reservados