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Sexta, 22 Nov 2019
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SOCIEDADE
FANTASIA, HISTÓRIA E MÍSCAROS NO ALCAIDE
Rádio Cova da Beira
Festival dos míscaros no Alcaide de 15 a 17 de novembro. A fantasia é, este ano, o tema escolhido pela organização para a decoração dos espaços da aldeia e animação de rua. “Ninguém pense que vai ao Alcaide ver o que viu no ano anterior”, disse o presidente da câmara do Fundão na apresentação do festival, que já garantiu a ocupação dos hotéis do Fundão a 90%.
Por Paula Brito em 15 de Oct de 2019

Uma das novidades vai ser a ocupação das janelas e balcões da aldeia, por vários artistas, como explica Fernando Tavares, presidente da Liga dos Amigos do Alcaide.

“Vamos surpreender os nossos visitantes com música às janelas, vários artistas do nosso concelho vão estar à janela, e haverá um momento em que vão aparecer ao mesmo tempo e não haverá animação de rua. Quem andar a passear na rua vai ouvir os nossos artistas a tocar à janela.”

Se este ano estiver a jantar nos Míscaros e lhe aparecer João Franco, não estranhe. É outra das novidades que pretende divulgar a história da aldeia, através do teatro de rua.

“Vamos ter também um alcaidense, Roberto Querido, que vai pegar em histórias baseadas no livro de Albano Mendes Matos, e retratar figuras históricas do Alcaide como João Franco ou Cunha Leal. Isto quer dizer que as pessoas podem estar a jantar e, de repente, entra João Franco pela tasca e começa a falar do Alcaide de antigamente.”

Com um orçamento de 50 mil euros, o festival conta, este ano, com o apoio da rede de aldeias de montanha que se quer afirmar como a terceira grande rede de aldeias, depois da história e do xisto. Segundo a coordenadora da rede, Célia Gonçalves, o festival do Alcaide é uma inspiração para as restantes aldeias de montanha.

“Porque aqui esta atividade está criada, no entanto, nós estamos com outras aldeias a tentar alavancar atividades como esta. Vocês não imaginam quão é importante nós destacarmos o festival dos míscaros como um festival inspirador que tem a capacidade de envolver toda a comunidade.”

No Alcaide são 50 as tasquinhas que vão abrir portas de 15 a 17 de novembro. Haverá um concurso para o melhor prato de míscaros, com o chefe Orlando Esteves a presidir de novo ao júri. Os chefes Joe Best, Duarte Batista e Hugo Nascimento, e o pequeno chef Pedro Jorge, vão cozinhar no festival que já fez mais pelo cogumelo que qualquer decreto.

“Nós fizemos mais pela cultura do cogumelo e a sua proteção, do que se calar muitos decretos e teorização à volta, demonstrando a importância deste recurso. Hoje a casa do cogumelo e centro de recolha é exemplo disso, mas também, porque não dizê-lo a vertente do turismo que tarda, mas começa a surgir aqui no Alcaide com vários investimentos de turismo rural que ainda não estarão prontos a tempo, este ano, do festival.”

A décima primeira edição dos Míscaros volta a ter uma vertente solidária, metade das verbas do mega almoço de domingo destinam-se à aquisição de bicicletas para facilitar a mobilidades dos ex-refugiados que se encontram em processo de integração no seminário do Fundão.


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