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Segunda, 21 Out 2019
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CULTURA
ALMA AZUL PREMEIA LITERATURA
Rádio Cova da Beira
A Alma Azul entregou, no Fund√£o, os pr√©mios Ciranda 2019 ao escritor Manuel da Silva Ramos, √† editora Ulmeiro, que a par do escritor covilhanense est√° a comemorar 50 anos de literatura, e √† biblioteca municipal Jos√© Saramago, de Beja, por continuar ‚Äúacordada numa cidade sem sono‚ÄĚ.
Por Paula Brito em 01 de Oct de 2019

O vigésimo aniversário da Alma Azul justificou este ano a atribuição de três prémios a figuras e instituições do mundo literário. O prémio Ciranda não é pecuniário mas de um enorme simbolismo, e consiste em colocar dentro de uma ciranda o melhor que se produz na região, como explica a editora e fundadora da Alma Azul, Elsa Ligeiro.

“A Ciranda separa simbolicamente o trigo do joio e nós celebramos a qualidade inventiva na literatura, e ao mesmo tempo enchemos a ciranda de coisas boas que se foram aperfeiçoando ao longo dos séculos e hoje estão em estado contínuo da evolução, assim como deve estar sempre a literatura.”

Para Paula Santos, bibliotecária da biblioteca Municipal de Beja, esta distinção vem premiar o trabalho que a biblioteca realiza com a comunidade e que tem como lema – Numa cidade acordada, uma biblioteca sem sono – “porque o que verdadeiramente importa do trabalho de uma biblioteca é que ela faça parte da comunidade, fazendo parte da sua vida diária.”

A Biblioteca José Saramago encerra todos os dias, à excepção de sábados, às 23h, tem 170 mil títulos disponíveis e uma média de mil visitas por dia.

O editor, José Ribeiro, recebeu, com surpresa, o prémio Ciranda, pelos 50 anos da vida da editora Ulmeiro. Uma vida por onde passaram já muitas outras “muitos livros, até porque eu acho que todos os livros interessam a alguma pessoa, nalgum lugar, em qualquer parte, o problema do editor é saber onde está a pessoa que se interessa por aquele livro. Defendo a existência de todos os livros e sou furiosamente contra todo o tipo de censura.”

Manuel da Silva Ramos foi o escritor distinguido. Ausente do país, o escritor covilhanense agradeceu a distinção através de um texto, onde descreve o orgulho que sente em receber o prémio de uma editora da Beira que muito preza, num município que é dos melhores ao nível da divulgação da cultura.

“A literatura é para mim uma questão de vida ou de morte, e todos os que conhecem um pouco da minha obra, sabem que ela é também uma ciranda a cirandar.” Conclui o escritor deixando a promessa que vai continuar “a cirandar”.


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