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Terça, 22 Out 2019
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POLÍTICA
AMB APROVA TRÊS EMPRÉSTIMOS
Rádio Cova da Beira
A Assembleia Municipal de Belmonte (AMB) aprovou, por unanimidade, a contracção de três empréstimos, no valor global que pode chegar aos 750 mil euros, para a realização de três obras, que António Dias Rocha quer concretizar ainda este mandato, mas que só vão começar a ser pagas no próximo. Foi uma das críticas da bancada do PSD.
Por Paula Brito em 26 de Sep de 2019

A requalificação do edifício dos paços do concelho e do castelo da vila e a construção do centro interpretativo de Centum Cellas, são as obras em causa, mas o presidente da câmara de Belmonte, divide os empréstimos.

“Um, que são as obras na câmara, vai ter influência na capacidade de endividamento do município, os outros não, como já tinham fundos comunitários os empréstimos não contam para a capacidade de endividamento da câmara, além disso tivemos juros muito bons”.

Feitas as contas, o autarca diz que a capacidade de endividamento do município de Belmonte chega quase aos 900 mil euros, e o único empréstimo que conta para essa capacidade não deverá ir além dos 200 mil euros.

“Estamos tranquilos, com obras que as nossas populações ansiavam há muito tempo. Eu gostava muito de terminar estas obras nestes dois anos.”

José Carlos Gonçalves, da bancada do PSD, salienta a importância das obras, admite que as condições dos empréstimos são vantajosas, mas estranha os três anos de carência e o prazo de 12 para pagar a dívida. O PSD faz outras contas.

“Daqui a dois anos temos eleições, não sei se se vai recandidatar ou não, mas a sua responsabilidade nesta autarquia, na melhor das hipóteses, será seis anos. Isto levanta aqui questões, uma vez que está a assumir responsabilidades para que depois alguém as venha pagar.”

António Dias Rocha lamenta que a oposição esteja mais preocupada com o calendário eleitoral do que com o município, “as preocupações da oposição não me tiram o sono”, concluiu, no final, em declarações à RCB.

Pedro Catalão, da bancada do PS, aplaude os investimentos, as condições conseguidas nos empréstimos e à oposição recorda que, seguindo o pensamento do PSD, “nunca seria feita nenhuma obra”.


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