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Terça, 22 Out 2019
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POLÍTICA
CONCELHIAS TROCAM ARGUMENTOS
Rádio Cova da Beira
As concelhias da Covilhã do PSD e do PS trocam acusações sobre a intervenção de Marco Aurélio, eleito social democrata na assembleia municipal, na última reunião do órgão em relação à gestão do «Parkurbis».
Por Nuno Miguel em 26 de Sep de 2019
Em comunicado a concelhia do PSD “lamenta a conduta de Jorge Patrão, administrador do parque de ciência e tecnologia, por indicação do presidente da câmara da Covilhã desde 2013”. De acordo com os social democratas “ dos 1,15 milhões de euros de resultados líquidos negativos acumulados, 928 mil euros dizem respeito ao período em que Jorge Patrão é administrador da empresa. Apenas e só, em 2015, apresentou resultados líquidos positivos de pouco mais de 9 mil euros”.
Acusando o administrador do «Parkurbis» de estar “de cabeça perdida no auditório da assembleia municipal da Covilhã, Jorge Patrão inventariou que iria provar os valores apresentados pelo eleito social-democrata. Não precisa. A comissão política reitera tudo o que foi dito pelo eleito social-democrata e informa que os números fazem parte do relatório e contas de 2018 da «Parkurbis», assinados e validados por Jorge Patrão. Este dado revela que o administrador desconhece o que assina e a real situação financeira da empresa municipal”.
O PSD sustenta ainda que “a somar à razia financeira, Jorge Patrão foi incapaz de divulgar a relevância do seu trabalho não conseguindo mostrar qualquer projecto ou investimento significativo da empresa «Parkurbis». Foi também incapaz de mostrar uma visão de futuro e ambiciosa para este pólo tecnológico” e “o accionista câmara municipal da Covilhã, presidida por Vítor Pereira, não reage e nada diz sobre este descalabro financeiro e de gestão”.
Para os social democratas “Jorge Patrão esqueceu-se das funções de administrador da Parkurbis e vestiu o fato de militante do Partido Socialista. Foi nessa condição e de cabeça perdida que atacou o eleito do PSD recorrendo ao nível mais rasteiro que se pode utilizar em política, o ataque pessoal. É intolerável um administrador de uma empresa municipal na Covilhã, pago com dinheiros públicos, exibir de forma arrogante, tamanho ataque pessoal numa sessão pública a um eleito na assembleia municipal”. Também em comunicado, o secretariado da concelhia do PS da Covilhã vem lamentar “ o comportamento arrogante e narcísico de Marco Aurélio”. Os socialistas afirmam que “uma análise sumária aos relatórios de gestão da sociedade, devidamente auditados por todas as entidades competentes, nomeadamente o tribunal de contas, desmente as levianas afirmações” do eleito social democrata.
De acordo com o PS “basta saber fazer contas para se chegar à conclusão de que a redução de capital representa apenas 7,5 %, ao invés dos fantasiosos 80% referidos pelo deputado do PSD. Demonstrativa da má-fé deste eleito ou de uma confrangedora impreparação técnica foi a confusão, consciente ou inconsciente, entre resultados líquidos acumulados e resultados transitados. Procurou-se assim iludir a opinião pública com falácias que mais não demonstram senão a incapacidade do PSD em analisar as contas do «Parkurbis» ou contribuir para o seu crescimento. É assim agora como foi no passado”.
Neste comunicado o Partido Socialista da Covilhã afirma ainda que “o PSD Covilhã e o seu eleito não referem ou querem ocultar que, na actual gestão, o «Parkurbis» passou de um acolhimento de empresas que significavam 60 trabalhadores em 2013 para cerca de 300 em 2019; acolhe projectos empresariais importantes que estão neste momento a recrutar quadros técnicos e foi reconhecido como a décima melhor incubadora de empresas da Europa associada a universidades.
O PS afirma ainda que “importa perceber as reais motivações” do eleito do PSD. “O tom arrogante e insolente com que interpelou o presidente do conselho de administração do «Parkurbis» foi intolerável. Para além das já referidas falácias sobre a gestão desta empresa municipal, foi evidente que o deputado «vestiu o fato» de putativo líder do PSD da Covilhã. Será esta uma forma desesperada de se destacar face ao previsível e eminente descalabro eleitoral do PSD nas próximas legislativas? Estará o deputado a instrumentalizar a assembleia municipal para alcançar objectivos pessoais ou partidários?” interroga. “Não há vídeos narcísicos nem fotografias encenadas que disfarcem a pequenez de horizontes. As vaidades pessoais de quem vive centrado em si próprio não podem nem devem sobrepor-se às instituições e ao bem público”.

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