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Segunda, 21 Out 2019
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CULTURA
COVILHÃ COMEMORA 500 ANOS DA CIRCUM-NAVEGAÇÃO
Rádio Cova da Beira
As comemorações dos 500 anos da circum-navegação na Covilhã vão decorrer durante tanto tempo, quanto demorou a viagem. A partida foi dada no passado dia 20, com a inauguração da exposição bibliográfica “Navegar com os irmãos Faleiro”, patente na biblioteca municipal até 30 de Novembro, e vão terminar em Setembro de 2022.
Por Paula Brito em 25 de Sep de 2019

Um programa ambicioso, disse esta manhã, na conferência de imprensa a vereadora com o pelouro da cultura no município covilhanense, Regina Gouveia.

“Ambicioso porque queremos articular as iniciativas com a comunidade escolar e científica. A nossa ambição tem a ver com o conseguirmos destacar a notabilidade dos covilhanenses nesta aventura, nesse sentido destaco as jornadas científicas e uma obra que vai resultar dessas jornadas, que se vai intitular A Covilhã e os Descobrimentos.”

As jornadas científicas realizam-se em Abril do próximo ano, sob a coordenação de António Santos Pereira, professor na Universidade da Beira Interior. A obra que sair das jornadas vai tentar responder à questão que, segundo Elisa Pinheiro, se vai colocar à Covilhã durante estas comemorações.

“Porque é que a Covilhã tem um papel tão importante na expansão portuguesa quando é uma localidade do interior? Que condições existem aqui que propiciam este alavancar?”

O saber de uma comunidade judaica com conhecimentos “para lá das montanhas”, associado a um bem-estar económico proporcionado por uma indústria de lanifícios que à época já detinha as primeiras oficinas especializadas do sector, é a resposta que a curadora científica da exposição dá à pergunta que formulou na conferência de imprensa que decorreu na biblioteca municipal. É lá que está patente uma exposição com encenações, textos, objectos e cenários que ajudam o visitante a entender a importância dos irmãos Faleiro para a viagem de Fernão de Magalhães.

Regina Gouveia destaca também outra exposição, ao ar livre, que, na primavera do próximo ano, vai ocupar o jardim das artes, sob o lema “Magalhães, o homem que deixou o seu cunho no céu e no mar”.

“Vai constar de um conjunto de trabalhos de expressão plástica, escultura, representações visuais alusivas aos vários pontos por onde passou Magalhães, e pretende ser um roteiro da viagem de circum-navegação”.

Ainda este ano, e inserido ainda nas comemorações que se prolongam até 2022, está prevista a presentação da obra do escritor covilhanense João Morgado, “Fernão Magalhães e a Ave do Paraíso”, no próximo mês de Outubro. 


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