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Sexta, 18 Out 2019
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POLÍTICA
“TEMOS MEDIDAS PARA LIQUIDAR A DÍVIDA”
Rádio Cova da Beira
Assunção Cristas afirma que o programa eleitoral do CDS/PP contempla várias medidas para ajudar Portugal a liquidar a dívida que tem em relação ao interior.
Por Nuno Miguel em 21 de Sep de 2019
A afirmação feita esta tarde em visita ao distrito de Castelo Branco onde a líder do CDS/PP foi confrontada com as recentes declarações do secretário geral do PS, António Costa, que no recente roteiro efectuado pela estrada nacional número dois afirmou que Portugal tem uma dívida em relação ao interior. Assunção Cristas refere que essa dívida é real e por isso importa tomar medidas que permitam ajudar a inverter o actual cenário “a maior dívida que Portugal tem em relação ao interior do país é a dívida que tem a ver com a população, com o envelhecimento profundo do interior e com a falta de crianças a nascerem nesta faixa do território. Na visão do CDS essa dívida salda-se trazendo actividade económica para o interior, garantindo um estatuto de benefício fiscal para o interior para que quem cá está se sinta valorizado e outros sintam que vale a pena vir porque há aqui oportunidades a serem criadas”.
A líder do CDS/PP sublinha que essas medidas “devem ser negociadas com Bruxelas por forma a garantir o reforço da competitividade de todo o território do interior e onde as pessoas paguem metade da taxa de IRS, 10 por cento de IRC e tenham descontos para as portagens e para os custos com os transportes. Nós sentimos que no interior a população está cada vez mais envelhecida e há uma necessidade de atrair gente, não só para a área mais tradicional da economia que é a agricultura, que deve ser cada vez mais sofisticada e criar mais valor, mas também outras áreas que podem aqui ser desenvolvidas. Estamos a assistir a uma revolução digital e também aqui há oportunidades se as ajudarmos a criar”.    
Outra das matérias que Assunção Cristas pretende negociar com a União Europeia está relacionada com os seguros agrícolas, sobretudo nas regiões onde essa actividade é preponderante no sector económico, como é o caso da Cova da Beira “é muito importante que os seguros agrícolas tenham coberturas específicas para regiões e determinadas produções, aproveitando bem os fundos comunitários para garantir melhores coberturas e uma maior abrangência. Nós sabemos que na agricultura as pessoas estão habituadas a pensar em vários anos, porque muitas vezes a produção pode ser pior mas existe rentabilidade e noutras alturas não compensa. E com o clima cada vez mais irregular há anos em que todo o trabalho fica quase totalmente perdido e por isso ter a garantia de seguros de colheitas bem feitos e com coberturas específicas para determinadas regiões e para determinadas produções, como é o caso da cereja, é um trabalho que tem de ser intensificado. Infelizmente vimos este governo fazer muito pouco em relação a esta matéria”.
No final de uma visita ao centro interpretativo da cereja, na vila do Ferro, Assunção Cristas referiu que o reforço da votação do CDS/PP e a eleição de um maior número de deputados seria a cereja no topo do bolo no dia das eleições legislativas que vão ter lugar no próximo dia seis de Outubro.   

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