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Segunda, 21 Out 2019
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CULTURA
UM LIVRO QUE DAVA UM FILME
Rádio Cova da Beira
O mais recente livro de Jo√£o Morgado, ‚ÄúFern√£o de Magalh√£es e a ave do para√≠so‚ÄĚ, dava um ‚Äúfilme fant√°stico‚ÄĚ, disse na apresenta√ß√£o da obra, Jo√£o Paulo Oliveira e Costa. O professor catedr√°tico de Hist√≥ria da Universidade Nova de Lisboa, teve dificuldade em classificar a percursora obra do autor covilhanense.
Por Paula Brito em 18 de Sep de 2019

“Este livro tem uma lição de história fortíssima. Hesito se podemos catalogá-lo como um romance. É muito realista. Precisamos uma nova categoria: recriação histórica”.

O livro chega no tempo certo, 500 anos depois da viagem de circum-navegação de Fernão Magalhães. Cinco séculos que não impediram o autor de imaginar a mais difícil viagem marítima da história.

“É graças ao génio criativo de João Morgado e à sua enorme capacidade de recrear ambientes numa linguagem que sabe respeitar o tom da época, sem cair em anacronismos, mas também sem ser pesada e de difícil leitura, que nos permite ficar facilmente inseridos num ambiente que nos leva a pensar estar a percorrer pela primeira vez toda a esfera terrestre como se estivesse lá há quinhentos anos atrás…” escreve o historiador José Manuel Garcia, no prefácio da obra.

Para o autor, Magalhães, “foi global, antes da globalização. Provou experimentalmente que a terra era redonda e concluiu, no essencial, o grande ciclo dos Descobrimentos marítimos, iniciado um século antes, em Portugal.”

O lançamento da obra, que decorreu no Planetário, em Lisboa, contou ainda com a presença da embaixadora das Filipinas, onde Fernão Magalhães morreu deixando a primeira nação cristã no Oriente.  

“Tudo foi possível graças aos conhecimentos dos portugueses, ao poder dos castelhanos e, sobretudo, aos poderes especiais desse grande homem: visão, ousadia, coragem e determinação…”, sublinha João Morgado.


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