RCB/TuneIn
Terça, 22 Out 2019
PUB
UBI
CIMD Cabecalho
POLÍTICA
CDU REAFIRMA DEFESA A ESCOLA PÚBLICA
Rádio Cova da Beira
Os candidatos da Coligação Democrática Unitária (CDU) pelo distrito de Castelo Branco às próximas eleições legislativas assinalaram o arranque do ano lectivo com acções de contacto junto às escolas Nuno Álvares, em Castelo Branco, e Pêro da Covilhã.
Por Paulo Pinheiro em 17 de Sep de 2019

A CDU reafirma a defesa da escola pública e salienta que a implementação da gratuitidade dos manuais escolares constitui “uma medida de enorme importância no sentido da gratuitidade da educação e da garantia da igualdade no acesso e sucesso escolar. Uma medida que permite uma poupança muito significativa às famílias”.

 

Reivindicada pela comunidade escolar, a medida só foi possível concretizar “pela intervenção determinada e persistente do PCP, mesmo contra a vontade do PS”, destaca em comunicado da Coligação Democrática Unitária.

Para os candidatos da Coligação, os manuais escolares do 1.º ciclo não estão concebidos para serem reutilizados. Estão preparados para os alunos escreverem, desenharem, pintarem, recortarem e colarem.

 

“Por isso não é aceitável que estejam a ser distribuídos às famílias manuais escritos, corrigidos pelo professor, com desenhos e onde faltam páginas. Os alunos do 1.º ciclo têm direito a um manual escolar com todas as condições para uma adequada aprendizagem”, afirma.

 

Na região, há também ainda problemas estruturais que persistem na escola pública, que, para a CDU, resulta do seu subfinanciamento, como são exemplo a degradação do parque escolar, atraso nas obras de requalificação – caso da Nuno Álvares, a falta de pavilhões gimnodesportivos e a falta de auxiliares de acção educativa, psicólogos, técnicos e terapeutas.

 

A CDU considera inaceitável que não tenham sido removidas as coberturas com amianto na Escola Pêro da Covilhã, prolongando por mais tempo uma situação que comporta graves riscos.

 

Os candidatos da coligação chamam ainda a atenção para a manutenção dos vínculos precários, os docentes contratados como técnicos especializados, a não contagem de todo o tempo de serviço aos professores, o envelhecimento dos docentes e dos auxiliares de acção educativa e o seu não rejuvenescimento.

 

Para a CDU , muito preocupante é também a transferência de competências na área da educação para as autarquias. “No distrito, Belmonte, Covilhã, Idanha-a-Nova e Proença-a-Nova, aceitaram assumir competências nesta área, sendo 73 no Continente, 26% dos municípios. Porém, em Belmonte, onde mais de 80% dos professores se opõe à municipalização, a confusão é total, pois enquanto a Câmara diz não ter aceitado esta competência, a mesma consta da lista da DGA”, aponta.

 

A CDU reafirma que a transferência de competências na área da educação não assegura a universalidade, pode introduzir mais desigualdades e nem sequer estão assegurados as condições e os meios para o seu exercício, assumindo-se na prática como uma transferência de encargos para as autarquias e uma desresponsabilização do Governo na garantia de direitos fundamentais. 


  Redes Sociais   Facebook

2007—2019 © Rádio Cova da Beira

Todos os direitos reservados