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Segunda, 23 Set 2019
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POLÍTICA
NOVO PLANO “É UM ATAQUE AOS SERVIÇOS DE MOBILIDADE”
Rádio Cova da Beira
O núcleo concelhio da Covilhã do Bloco de Esquerda vem, em comunicado, tecer várias críticas ao novo plano de mobilidade da Covilhã que foi aprovado no final do passado mês de Agosto em reunião extraordinária do executivo.
Por Nuno Miguel em 13 de Sep de 2019

Neste comunicado, o núcleo concelhio da Covilhã do Bloco de Esquerda manifesta a sua oposição “a qualquer concessão a entidades privadas da gestão de elevadores e funiculares, bem como do estacionamento” porque ao seguir este caminho “o município retira da esfera pública estes equipamentos de mobilidade, condicionando politicas futuras de organização urbana. Para tornar apetecível a concessão privada, a autarquia coloca em causa os interesses colectivos. A falta de manutenção e a incapacidade da câmara da Covilhã em manter os elevadores e funiculares em funcionamento não servem de justificação para esta opção, lesiva e atentatória do bem comum”.

 

Já em relação à decisão de também concessionar o estacionamento, o núcleo da Covilhã do BE afirma que “ao entregar á gestão de privados cerca 1000 lugares de estacionamento, com a criação de mais 100 lugares de estacionamento pago noutras áreas da cidade, o município perde a capacidade presente e futura de gerir os estacionamentos, de utilizar a taxação ou não das zonas de estacionamento para políticas de discriminação positiva, nomeadamente no centro histórico”.

 

O Bloco de Esquerda estranha a aprovação por unanimidade destas propostas sem que tenha existido uma consulta pública “sem se auscultar a opinião prévia dos covilhanenses e dos comerciantes da zona histórica, que mais uma vez enfrentam politicas municipais que mais não servem do que degradar o seu negócio. A promessa eleitoral de revitalização do centro histórico já foi esquecida, pois estas medidas mais não fazem que destruir o comércio local e afastar as pessoas do centro histórico”.

 

O núcleo concelhio da Covilhã considera ainda que a inclusão do estacionamento no caderno de concessão dos transportes urbanos, “revela um recuo na posição assumida pelo PS no âmbito do diferendo com a PARC C, e que levou a uma condenação do município em cerca de nove milhões de euros”.

 

Já quanto ao alargamento das zonas de estacionamento pago, o núcleo da Covilhã sustenta que essa opção “é prejudicial para os moradores, principalmente em locais onde não existe qualquer opção alternativa ao estacionamento pago. Significa um custo acrescido para os covilhanenses”.

 

Neste comunicado, para além de exigir a gratuitidade da utilização de todos os elevadores e funiculares, o Bloco de Esquerda reivindica que “o caderno de encargos da nova concessão de transportes urbanos deve ser exigente na salvaguarda do interesse público exigindo frotas amigas do ambiente e cumprimento das obrigações da empresa concessionária, em termos de horários e de rotas”. 

 


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