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Domingo, 22 Set 2019
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UBI
CIMD Cabecalho
SOCIEDADE
DESACORDO MANIFESTADO
Rádio Cova da Beira
A faculdade de ci√™ncias da sa√ļde da universidade da Beira Interior j√° manifestou a sua discord√Ęncia em rela√ß√£o √† decis√£o tomada pela administra√ß√£o central do sistema de sa√ļde de retirar a Covilh√£ do mapa para a realiza√ß√£o da prova nacional de acesso √† forma√ß√£o especializada em medicina.
Por Nuno Miguel em 09 de Sep de 2019
Com a abertura de faculdades nas universidades da Beira Interior, Minho e Algarve, os alunos podiam realizar essa prova no estabelecimento de ensino onde realizaram à sua formação, mas com a implementação de um novo modelo de prova neste ano lectivo, a ACSS decidiu concentrar a sua realização em Lisboa, Porto e Coimbra, como referiu à RCB o presidente da faculdade de ciências da saúde da UBI “estamos num ano em que vai existir uma enorme reforma no processo de acesso à especialidade com a entrada de um novo modelo de prova. Nesse contexto a administração central do sistema de saúde e o grupo de trabalho para a prova nacional de acesso entenderam que devia formatar os locais de realização da prova no sentido de assegurar todas as condições técnicas para a sua realização de uma forma mais homogénea e por isso a decisão foi no sentido de reduzir os locais para a realização da prova, e por isso ela vai ser feita apenas em três locais ao contrário das seis universidades que leccionam o curso de medicina”.  
Miguel Castelo Branco acrescenta que a UBI e a universidade do Algarve já mostraram a sua discordância em relação a esta matéria, uma vez que os estabelecimentos de ensino reúnem todas as condições, do ponto de vista técnico, para que a prova pudesse continuar a ser realizada nas suas faculdades “a faculdade de ciências da saúde e a universidade do Algarve já manifestaram que é possível assegurar boas condições técnicas para a realização da prova nestes locais e por isso manifestámos o nosso desacordo em relação a essa decisão. É aquilo que podemos fazer uma vez que todo o processo é conduzido pela ACSS e pelo ministério da saúde. Entendemos que não era indispensável esta situação e podiam manter os locais da UBI e das universidades do Algarve e do Minho para a realização desta prova, uma vez que foram esses os três locais retirados do mapa nacional das avaliações”.
Uma medida também já contestada pelo presidente da associação académica da universidade da Beira Interior. Em entrevista ao programa “Flagrante Directo” da RCB, Afonso Gomes sublinha que esta decisão da ACSS “está, uma vez mais, a promove o centralismo. E eu não sei até que ponto é que esta escolha pode influenciar esses médicos a exercerem a sua profissão noutra região. É este o caminho que queremos seguir? É que na minha óptica não é o mais correcto. Como presidente da associação académica eu manifestei-me publicamente sobre esta matéria, assinando uma petição pública para a realização dessa prova em todos os locais com escolas médicas porque penso que é assim que deve continuar”.    

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