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Segunda, 23 Set 2019
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POLÍTICA
CMC: ADMISSÃO DE FUNCIONÁRIOS NO TC E IGF
Rádio Cova da Beira
O movimento “De Novo Covilhã” vai enviar para o Tribunal de Contas (TC) e para a Inspecção-Geral de Finanças (IGF) uma exposição sobre a admissão de funcionários na câmara municipal da Covilhã.
Por Paulo Pinheiro em 07 de Sep de 2019

Em comunicado, a coordenação do “De Novo Covilhã” explica que na última reunião privada do executivo, realizada sexta-feira, 6 de Setembro, o vereador do movimento questionou a maioria socialista acerca do número de funcionários que o município tinha em 2014 e os que tem em Setembro de 2019, assim como os respectivos custos. Uma pergunta que ficou sem resposta “para esconder o regabofe financeiro quanto a custos de admissão de amigos e partidários”, lê-se no documento. O movimento anuncia que vai enviar para o TC e para a IGF uma exposição sobre o assunto.

 

De acordo com  o “De Novo Covilhã”, na reunião da câmara, outros assuntos mereceram críticas de Carlos Pinto a começar pela venda  de terrenos frente ao Data Center. De acordo com aquele movimento, depois de ninguém ter apresentado proposta na hasta pública efectuada pela autarquia para a venda de 36 lotes, seguiu-se a venda lote a lote e apenas seis foram vendidos “a preços de bagatela e é ainda a Câmara que vai ter que construir as infra-estruturas”.

“Assim se abre mão de um “campus” qualificado para emprego e empresas (onde esta Câmara não foi capaz de conseguir um único investidor) para acabar por dar lugar a um bairro habitacional como tantos outros no concelho, de procura mínima de lotes, frustrada a intenção inicial de negócio global”, aponta o movimento, que espera que o valor obtido seja canalizado para recuperar as habitações sociais ou iniciar o lançamento do novo aeródromo “previsto em projecto aprovado já na anterior Câmara em 2013”.

 

O vereador do movimento, segundo o comunicado, questionou ainda a maioria socialista sobre o local da nova barragem “e o silêncio revela a incapacidade desta Câmara de promover uma nova localização passados seis anos de terem perdido a que foi deixada adjudicada pela Câmara que terminou o mandato em Outubro de 2013”.

 

A ciclo-faixas que estão a ser criadas nas ruas da Covilhã “uma vulgar pintura em cima de asfalto”, a Feira de São Tiago “hoje um mero festival de artistas, sem comércio, sem artesanato, sem cultura, sem outra coisa que farturas e música” e o Plano de Mobilidade Urbana foram outros dos temas abordados pelo vereador da oposição.

No que respeita ao plano de mobilidade, Carlos Pinto afirma que a mesma câmara que não é capaz de manter os elevadores e funicular existentes a funcionar, a propósito de um concurso público para concessão de transportes públicos, junta também o estacionamento “e quer fazer pagar a utilização dos elevadores e funiculares. Isto é, nada”, refere

Desconhecendo as razões pelas quais a autarquia decidiu arrendar o silo-auto ao SCC, o movimento “De Novo Covilhã” sustenta que se não chegar a haver concessão nos próximos anos, “lá está a tesouraria da câmara a suportar os compromissos com o silo-auto municipal e o agora silo do Sporting”.

 

“Se era para incluir no concurso, bem podia a futura concessionária negociar este arrendamento com o Clube. Se era para fazer injectar 700 mil euros de ajudas ao Sporting devia tê-lo afirmado sem embustes, não iludindo os covilhanenses com iniciativas sem fundamento de concessão conjunta mas de items de natureza muito diversa”, conclui.

 


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