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SOCIEDADE
FUTURO AINDA É UMA INCÓGNITA
Rádio Cova da Beira
No dia em que a linha da Beira Baixa comemora 128 anos de existência, o coordenador do grupo seis de Setembro lamenta que a entidade operadora da circulação ferroviária ainda não tenha apresentada a estratégia de rentabilização comercial da linha depois de estarem concluídas as obras de electrificação do troço entre a Covilhã e a Guarda.
Por Nuno Miguel em 06 de Sep de 2019

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Em declarações à RCB, António Pinto Pires refere que o grupo de amigos da linha de caminho de ferro já por várias vezes pediu esclarecimentos sobre essa matéria, mas até agora não obteve qualquer resposta “fizemos pressão junto ao anterior conselho de gerência para que nos dissesse quais eram os cenários que estavam a ser desenhados para a exploração da linha e nada nos disseram. Apenas afirmaram que iram aguardar que as obras estivessem concluídas e só depois essa questão seria avaliada. Nós entendemos que devia ser ao contrário e já devia haver estudos nesse sentido, nomeadamente como vão ser as ligações ao norte porque a partir do momento em que esta linha esteja concluída o figurino vai ser completamente diferente e exigir que a filosofia de exploração mude radicalmente”.  
Quanto aos atrasos na conclusão dessa intervenção, António Pinto Pires, refere que a situação já era expectável face à complexidade da intervenção, mas esses alertas sempre foram ignorados pelo anterior ministro das infraestruturas “nós sempre alertámos para essa situação porque entendemos que foi ilusório pensar que uma obra deste cariz se propusesse estar concluída agora. Isso denota que não foram feitos os estudos necessários de engenharia porque estamos a falar de uma intervenção muito diferente do que era habitual e por isso era óbvio que a obra não iria estar pronta nos prazos que foram anunciados”. 
Para além dos atrasos na conclusão da obra, António Pinto Pires lamenta que, face ao investimento envolvido, tenha faltado ambição na concretização deste projecto nomeadamente no que respeita à correcção do traçado que permitiria reduzir os tempos de viagem “estamos em pleno século XXI e esperaríamos que, até devido aos montantes envolvidos, que esta obra não tenha sido mais ousada nomeadamente nas correcções de traçado que permitiria tirar um partido diferente dos tempos de percurso entre a Beira Interior e o norte do país que é a zona que está a ser alvo desta intervenção, repetindo o mesmo erro que foi cometido quando a obra foi executada em direcção a sul”. 

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