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Domingo, 22 Set 2019
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SOCIEDADE
MARCO BATISTA CONFESSOU TUDO AO TRIBUNAL
Rádio Cova da Beira
Marco Batista confessou tudo, sem reservas. Julgado por um crime de burla qualificada e três de falsificação de documentos, o ex- consultor da Rede de Judiarias de Portugal confessou o desvio de 115 mil euros. Um acto de desespero, seguido de fuga, à procura de coragem para o suicídio.
Por Paula Brito em 05 de Sep de 2019
O caso remonta a Outubro de 2017, quando o ex-consultor da Rede forjou duas ordens de transferência, manipulando digitalmente as assinaturas do presidente e vice presidente da Rede de Judiarias de Portugal e ausentando-se de seguida, para parte incerta.
Marco Batista pediu desculpa, "eu não sou assim", disse ao tribunal, confessando que agiu em desespero provocado por muito trabalho, umas eleições difíceis, dívidas à família e um grande cansaço físico e psicológico.
Marco Batista diz que viveu,  os quatro meses que esteve desaparecido, "sozinho, uma grande parte do tempo vivi dentro do carro" , procurava coragem para se suicidar.
Perante a confissão, sem reservas, prescindiram-se das testemunhas e começaram as alegações finais. Procuradora do Ministério Público disse que os documentos atestam a confissão, da qual seria impossível fugir, mas admitiu pena suspensa na sua execução.Uma ideia partilhada pela advogada da Rede de Judiarias de Portugal, que vai ser ressarcida da totalidade da verba, uma vez que o tribunal já fez o arresto num montante até superior ao valor em causa.
O advogado de Marco Batista, pediu justiça para que "este homem volte a integrar-se na sociedade". Disse Francisco Pimentel num discurso, ao seu jeito, onde admitiu que este caso lhe deu um conhecimento de vida profundo e a noção clara que "é muito ténue a linha que separa o estar bem do estar mal".
A leitura do acórdão está marcada para o próximo dia 12 de Setembro, às 13h 45m, no tribunal de Castelo Branco.

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