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Segunda, 23 Set 2019
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POLÍTICA
BE QUER EVITAR MAIORIA ABSOLUTA DO PS
Rádio Cova da Beira
Fernando Rosas acredita que as eleições legislativas do próximo dia seis de Outubro vão decorrer em condições propícias para que o Bloco de Esquerda consiga melhorar os resultados alcançados em 2015.
Por Nuno Miguel em 04 de Sep de 2019
O historiador e fundador daquela força política marcou presença na Covilhã, na apresentação da lista de candidatos a deputados pelo distrito de Castelo Branco, onde referiu que as populações estão hoje mais esclarecidas do papel que o Bloco de Esquerda desempenhou ao longo da última legislatura “nas eleições de Outubro as condições são particularmente propícias a que as nossas propostas possam ter um eco ampliado de adesão e de mobilização. Os eleitores sabem agora que a esquerda à esquerda do PS é capaz de fazer a diferença nas suas vidas. Os salários e as pensões aumentaram, os impostos sobre o rendimento do trabalho baixaram, os passes sociais nos transportes são uma medida com um alcance social sem precedentes, a reposição das 35 horas de trabalho para a função pública, nos manuais escolares gratuitos ou nas propinas reduzidas para o ensino superior”.   
Para além do reforço da votação no Bloco de Esquerda, Fernando Rosas considera determinante evitar que o Partido Socialista alcance uma maioria absoluta “uma maioria absoluta do PS nestas eleições deitaria tudo a perder. Todos se lembram do que foram as maiorias absolutas do passado do PSD e do PS. Da onda perversa de destruição de direitos, dos salários e do emprego que representaram as maiorias absolutas do cavaquismo. E lembram-se melhor ainda da maioria absoluta do PS de José Sócrates que foi o que chamou e se entendeu com a «troika» na sua governação. É por isso que impedir uma maioria absoluta nestas eleições é tarefa comum e indiscutível de todas as forças de todas as esquerdas da esquerda”.  
Na apresentação da lista, também o mandatário distrital não perdeu a oportunidade para fazer uma pergunta ao primeiro ministro “António Costa referiu que o pais tem uma grande dívida com o interior e a pergunta que eu faço é saber quando será a mesma saldada? A interioridade que outros pretendem branquear com políticas de pseudo regionalização continua a ser um dos maiores obstáculos ao progresso destas regiões e isso é algo que as forças governamentais teimam em não perceber. Limitam-se ao enunciar de grandes propósitos que não passam de lenitivos comparados com um litoral desmesurado. Passamos pela vergonha de estar mais próximos da vizinha Espanha do que do nosso próprio país. Valha-nos ao menos isso”.  
António Pinto Pires apresentou ainda as principais bandeiras que o Bloco de Esquerda vai hastear no distrito de Castelo Branco durante a campanha eleitoral “a luta pelo fim das portagens, a conclusão das linha rodo e ferroviárias que este interior continua a reclamar, as questões ambientais que vão desde as barragens às áreas ardidas perante um maciço central carente de medidas face a hegemonias perenes. A empregabilidade que não se resolve sem a criação de incentivos assim como a melhoria dos serviços que não pode significar uma demissão do estado face às suas obrigações. O factor turismo e património em todas as suas vertentes significam desenvolvimento e futuro. È necessário virar este interior do avesso. Talvez assim cheguemos lá”.  

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