RCB/TuneIn
Segunda, 23 Set 2019
PUB
UBI
CIMD Cabecalho
CULTURA
SERRALVES EXPÕEM OBRAS DE ÂNGELO DE SOUSA EM CASTELO BRANCO
Rádio Cova da Beira
“Ângelo de Sousa: Quase tudo o que sou capaz” é uma exposição realizada a partir de obras da Coleção de Serralves, patente no Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco, cuja inauguração oficial decorre esta quarta-feira, dia 04 de Setembro, pelas 17h00, no âmbito do acordo de integração do município de Castelo Branco como Fundador de Serralves.
Por Paulo Pinheiro em 04 de Sep de 2019

A iniciativa integra-se num programa de exposições e apresentação de obras da Colecção de Serralves especificamente seleccionadas para os locais de exposição com o objectivo de tornar o acervo acessível a públicos diversificados de todas as regiões do país.

Sobre Ângelo de Sousa  pela Fundação de Serralves — Museu de Arte Contemporânea, Porto

Ângelo de Sousa (Lourenço Marques, Moçambique, 1938-2011, Porto), além de ser uma das figuras mais influentes da arte portuguesa da segunda metade do século XX, é um dos artistas melhor representados na Colecção de Serralves, com trabalhos realizados entre os anos 1961 e 2002, e que abarcam todos os meios artísticos a que ele se dedicou ao longo da sua prolífica carreira: desenho, pintura, escultura, instalação, filme e fotografia.

"Ângelo de Sousa: Quase tudo o que sou capaz” junta uma parcela muito considerável destas obras — desenhos, pinturas e esculturas — com o objectivo de sublinhar a importância da contaminação entre aquelas disciplinas para a evolução da sua prática artística: ao reunir mais de 20 obras de vários períodos da sua carreira, esta exposição combate a imagem dominante do pintor Ângelo, mostrando que o desenho e a escultura são não apenas facetas fundamentais da sua obra como aquelas em que porventura é mais evidente o espírito experimentalista da sua obra.  

Caracterizados por uma aparente simplicidade — o artista tenta obter, nas suas palavras, "o máximo de efeitos com o mínimo de recursos, o máximo de eficácia com o mínimo de esforço, e o máximo de presença com o mínimo de gritos” —, os desenhos, pinturas e esculturas de Ângelo de Sousa não ilustram conceitos, nunca partem de ideias, mas da ânsia de fazer e pensar com as mãos. A exposição sublinha esta vontade de trabalhar com elementos simples, ao apresentar as primeiras obras de Ângelo de Sousa, ainda figurativas mas apontando já para a depuração que viria a caracterizar o artista, lado a lado com os exercícios abstrato-geométricos — nomeadamente desenhos, telas e esculturas — que o impuseram como um dos maiores estudiosos da cor e da luz.   

 


  Redes Sociais   Facebook

2007—2019 © Rádio Cova da Beira

Todos os direitos reservados