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Segunda, 23 Set 2019
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SOCIEDADE
“LEVO MUITA COISA BOA, AS MÁGOAS FICAM CÁ”
Rádio Cova da Beira
Ao fim de 13 anos à frente da paróquia do Fundão, Jorge Colaço despediu-se, no último domingo, no final da eucaristia que decorreu no Centro de Escutas do Fundão, onde a comunidade lhe realizou uma homenagem. Na hora da despedida Jorge Colaço só teve uma palavra para os fiéis - gratidão.
Por Paula Brito em 02 de Sep de 2019

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"Este tempo, que foi uma graça, uma bênção, que Deus me deu, estar na paróquia do Fundão, ajudou-me a crescer como pessoa, como homem, como padre. Teria tanta coisa para dizer mas a palavra é gratidão, vou levar esta comunidade comigo”.

Jorge Colaço leva consigo o Fundão, e deixa cá as mágoas, como confessou, no final, em declarações à RCB, “levo muita coisa boa, as mágoas ficam cá”.

O padre salientou ainda o caminho de ida e volta, que tem feito ao longo da vida, entre as cidades do Fundão e da Guarda.

“Nasci na Guarda, onde comecei a estudar, e depois vim estudar para o Fundão, para o seminário. Saí do seminário do Fundão fui estudar para o seminário da Guarda. Fui ordenado padre, vim trabalhar para o seminário do Fundão, três anos depois fui trabalhar, 10 anos lectivos, para o seminário da Guarda. Terminado esse período vim para o Fundão, 13 anos. Agora saio do Fundão, vou outra vez para a Guarda.”

Será um regresso a casa, já que, é da casa da família, onde vai residir, que vai partir para as oito paróquias que terá a seu cargo na zona de Celorico da Beira. Jorge Colaço vai ainda prestar um serviço diocesano como assistente da liga dos servos de jesus.  

No final da missa, antes do almoço convívio que reuniu centenas de pessoas no centro escutista do Fundão, Jorge Colaço recebeu um dos mais altos galardões da Junta Nacional – a cruz de S. Jorge, primeira classe de ouro pelos serviços prestados ao Corpo Nacional de Escutas, como explicou à RCB o chefe adjunto do agrupamento 120 do Fundão que propôs à Junta Nacional esta homenagem.

“Foi ele que tomou a iniciativa de nos ceder a parte de baixo da quinta para a construção do campo escutista e nos deu uma verba para iniciarmos os primeiros trabalhos, que foi a vedação do campo. A partir daí, estes 13 anos, foi uma caminhada muito grande, fizemos todas as obras que temos hoje em campo, não existia rigorosamente nada. E neste momento é o único centro escutista da Diocese.”  

Foram muitas as ofertas, homenagens e palavras de agradecimento deixadas na hora da despedida. À paróquia do Fundão, Jorge Colaço ofereceu o cálice que utilizou na eucaristia. Foi-lhe oferecido pela paróquia de S.Miguel, há 25 anos, quando celebrou a sua primeira missa. No Fundão, Jorge Colaço deixa este simbólico cálice… e as mágoas.


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