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Domingo, 18 Ago 2019
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CULTURA
MAIS DE OITO MIL VISITARAM MUSEU DA UBI
Rádio Cova da Beira
Nos primeiros seis meses do corrente ano, o Museu de Lanifícios da Universidade da Beira Interior (MUSLAN) recebeu a visita de mais de oito mil e 600 pessoas., anuncia a instituição.
Por Paulo Pinheiro em 12 de Aug de 2019

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Além das visitas às exposições (temporárias e permanentes) e das conferências, o MUSLAN promoveu ateliês e/ou workshops em que participaram cerca de 650 pessoas. Foram 71 as visitas orientadas a grupos de visitantes.

 

De acordo com os responsáveis, os números devem continuar a aumentar, com as diversas atividades preparadas para depois do Verão. Estão previstas oficinas de debuxo e de tecelagem, o fim de semana descontraído “Coolwool” (Turismo criativo – CREATOUR) e um workshop de feltragem e eletrónica embutida com a artista Ana Rita Albuquerque.

 

Durante o período de Verão, uma exposição de fotografia sobre a seda junta-se às coleções permanentes do espaço e às rotas que mostram a história dos lanifícios na cidade da Covilhã.

 

“Rota da Seda entre o Oriente e a Europa” é o título da mostra temporária que o Museu de Lanifícios (MUSLAN) tem patente nos próximos dois meses

O espaço museológico da Universidade da Beira Interior (UBI) vai manter-se em funcionamento durante este mês, “surgindo como uma proposta alternativa para os visitantes que pretendam conhecer a história de uma indústria que também contribuiu para formar a identidade da região”, frisa a UBI.

 

Até dia 8 de Setembro, à excepção das segundas-feiras, o MUSLAN dá então a conhecer um conjunto de fotografias da autoria de José Luís Santos, professor de História, fotógrafo e viajante, que registou os locais da milenar rota do comércio da seda. Imagens que representam locais de interseção de povos, de culturas e de civilizações.

 

O acesso à exposição é livre, gratuito e para todas as idades, de terça a domingo, das 9h30 às 12h00 e das 14h30 às 18h00.

 

Dentro dos mesmos horários, os visitantes podem conhecer a colecção permanente dos dois principais pólos do MUSLAN: o Núcleo das Tinturarias da Real Fábrica de Panos, dedicado aos processos e técnicas da transformação, tingimento e acabamentos dos panos e fios de lã de uma manufactura oitocentista; e o complexo da Real Fábrica Veiga/Centro de Interpretação dos Lanifícios, dedicado ao processo de industrialização, desde o início do século XIX à década de 1970 do século XX.

 

Para quem preferir percursos ao ar livre, o MUSLAN preparou três trajectos urbanos, designados Rota da Covilhã, que conduzem aos locais mais significativos da indústria de lanifícios. Abarca desde as áreas musealizadas ao vasto património industrial disseminado pela cidade: edifícios fabris, estendedouros e râmolas de sol, chaminés, maquinismos, palacetes, bairros operários e outras infraestruturas. O download das rotas pode ser feito a partir do site do MUSLAN.

 

O Museu de Lanifícios, que tem como lema “Os fios do passado a tecer o futuro”, faz parte da Rede Portuguesa de Museus desde 2002 constituindo-se como um Centro da UBI e tem por missão “salvaguardar e conservar activamente o património industrial têxtil móvel, assim como promover a investigação e divulgar as tecnologias associadas à manufactura e à industrialização dos lanifícios, nas suas vertentes patrimonial, económica, político-social, científica-técnica, artística e cultural”, salienta aquela instituição de ensino superior.


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