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Domingo, 20 Out 2019
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POLÍTICA
“PRIMEIRO ELEITO DO PS ANDA NERVOSO”
Rádio Cova da Beira
É desta forma que a comissão coordenadora do movimento “De Novo Covilhã” reage ao comunicado emitido pela câmara municipal a propósito da posição assumida sobre a tentativa de venda de 36 lotes de terreno junto ao «Data Center» daquela cidade.
Por Nuno Miguel em 30 de Jul de 2019
Para o movimento “o primeiro eleito do PS na câmara da Covilhã veio emitir um comunicado com ataques pessoais, fiel ao seu estilo trauliteiro e sem elevação democrática, em vez de explicar à Covilhã as razões deste verdadeiro atentado que fere os interesses da cidade e da região. Esperavam que tudo se passasse discretamente e agora ficaram nervosos ao não conseguirem o que pretendiam que era dar este negócio como consumado, como fizeram com os milhões metidos no silo auto, a iluminação pública que remeteu a cidade para luminosidade de aldeia e o perdão negociado entre o presidente da câmara e o ex-presidente da assembleia municipal e que foi parar a instâncias judiciais”.
De acordo com o movimento, o comunicado ontem emitido fazia “simples perguntas como por que razão a câmara decidiu fazer lotes de moradias num parque de terrenos que nasceu para acolher empresas, próximo de uma grande e única infraestrutura tecnológica, em que plano de urbanização está previsto que estes terrenos sejam destinados a habitação, em que plano de actividades ao longo dos últimos seis anos de mandato desta incompetente Câmara, se incluiu esta mudança de uso e quais as razões” e ainda “como pode a Câmara colocar em hasta pública terrenos cujo valor patrimonial tributário é de mais de seis milhões de euros e como justificam que a base de licitação se fique pelos dois milhões”.
A coordenadora do movimento afirma que “a todas estas perguntas, este primeiro eleito do PS, respondeu com insultos e ataques pessoais que é a sua marca”, sustentando que “em várias reuniões da câmara foi levantado o problema da falta de iniciativa municipal na captação de investidores para estes terrenos. Sempre o primeiro eleito pelo PS ficou calado, mandando os seus ventríloquos vereadores responder, por desconhecer os assuntos municipais”.
O movimento sustenta que a tomada de posição da autarquia “até nos insultos esqueceu o telhado todo de vidro débil, onde se abriga” afirmando que “este município não conhecerá nos tempos mais próximos quem bata o recorde de ausências na câmara como vereador, na posse indiscutível deste hoje primeiro eleito do PS, quando não punha os pés na câmara durante mandatos inteiros, ausente no desempenho do tacho que o partido lhe arranjou em Coimbra como director regional do emprego, para não ficar desempregado”.
Neste comunicado o movimento refere que “o município é presidido por quem ainda não tinha terminado o primeiro mandato e já estava sob investigação e foi depois acusado e julgado, permanecendo com pedido de perda de mandato pelo Ministério Público, por decisão da relação de Coimbra e à espera de nova sentença, por averiguada «negociata» e perdão de mais de 400 mil euros que deviam entrar nos cofres municipais, acordado com o ex-presidente da assembleia municipal”.
O movimento questiona “se a vocação desta câmara é colocar no mercado terrenos para construção, por que razão não coloca à venda o lote no Canhoso, que a câmara recebeu no âmbito deste «negócio» e os demais em carteira municipal? Que razões especiais levam a que estes terrenos junto ao «Data Center» sejam os desejados por alguém tão especial que a câmara até admite uma venda de 36 lotes a um único comprador”?
A terminar este comunicado, a comissão coordenadora do movimento sublinha que “o primeiro eleito do PS na câmara anda nervoso porque não sabe se daqui a meses continua a desgovernar a Covilhã e perde o mandato. Mas tal não lhe dá o direito de nada apresentar de positivo que não seja arranjar emprego para os camaradas e ser hipócrita e atacar um investimento como o «Data Center» que dá emprego a 400 pessoas e que merecia não ser amesquinhado pela irresponsabilidade e primarismo político que está a atrasar o concelho” anunciando que ontem mesmo foi enviada “comunicação dos factos que consideramos ilícitos neste processo, para as autoridades judiciais e de tutela do poder local no sentido de serem analisados e poderem por termo a este abuso municipal”.

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