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Terça, 14 Jul 2020
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POL�TICA
MOVIMENTO PEDE INTERVENÇÃO DAS AUTORIDADES INSPECTIVAS
Rádio Cova da Beira
A coordenação do movimento “De Novo Covilhã” vai pedir a intervenção da inspecção geral de finanças e do tribunal de contas sobre a decisão tomada pela câmara da Covilhã, no final do passado mês de Junho, de abrir um procedimento de hasta pública do loteamento de terrenos para construção de moradias nos terrenos envolventes ao «Data Center da empresa «Altice».
Por Nuno Miguel em 29 de Jul de 2019

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Em comunicado, o movimento manifesta o seu “veemente repúdio” por essa deliberação, considerando que se trata de “um atentado ao futuro daquela estrutura e uma operação apenas para realização de recursos financeiros para ocorrer a dificuldades de tesouraria, a que a política desta câmara conduziu pelo aumento dos custos de pessoal e de funcionamento”.
O movimento acrescenta que esta operação “é lesiva dos superiores interesses do município quanto à destruição de uma área destinada a empresas e emprego, e foi desenhada com detalhes que ferem o património municipal, já que os terrenos estão avaliados para efeitos tributários em mais de seis milhões de euros e vão ser colocados em hasta pública com uma base de licitação de cerca de dois milhões de euros. Que se esconde nesta operação e com estes valores?” é a questão levantada neste comunicado.
Para o movimento “esta câmara nunca soube perceber o que representa para a cidade e para a região um dos dez maiores «Data Center» do mundo”, acrescentando que “nos últimos seis anos o executivo “não foi capaz de assegurar um único metro quadrado de construção para empresas e de ali criar um único emprego, por falta de esforço, desleixo e incompetência”.
Neste comunicado, o movimento sustenta ainda que “a reduzida visão da câmara actual” coloca em causa “a segurança máxima que foi atribuída a este complexo de alojamento de dados, por validação internacional, onde foi fundamental a inexistência de áreas residenciais conexas; a segurança de dados de centenas de empresas que já ali sediam o dia a dia da sua actividade; o futuro de um «campus» de empresas de tecnologias e serviços, previstas no contrato com a «Altice» e ainda “a construção dos outros três blocos de alojamento de dados, previstos por contrato com a empresa, num investimento de mais de 300 milhões de euros”.
Para a coordenação do movimento, tudo isto se fica a dever ao facto de “os inquilinos dos paços do concelho da Covilhã, com centenas de lotes para vender para habitação espalhados pelo concelho, acham que assim podem fazer dinheiro fresco com este «filet mignon» para alimentar a farra de continuarem a dar emprego aos associados socialistas. Entretanto, vão nascer moradias onde era para estarem empresas. Tudo isto é feito sem debate público prévio e às escondidas da vereação municipal”.
O movimento deixa a garantia de que tudo vai fazer para “impedir este crime municipal, que compromete o futuro do concelho e da região, da segurança em parâmetros internacionais e até o futuro do investimento da «Altice» e dos 400 empregos ali existentes” deixando o aviso que “quem queira entrar na ilusão de adjudicar e comprar estes terrenos como grande negócio imobiliário, seguramente irá comprar também e ao mesmo tempo, um brutal imbróglio jurídico e legal”.

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