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Quarta, 15 Jul 2020
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POL�TICA
“NÃO HOUVE DEMOCRATICIDADE”
Rádio Cova da Beira
A líder da bancada do Partido Socialista na câmara do Fundão lamenta que a maioria não tenha apresentado aos vereadores da oposição a proposta referente à aceitação de novas competências nas áreas da educação e da saúde.
Por Nuno Miguel em 25 de Jul de 2019
Embora considere inquestionável a vantagem desta descentralização, Joana Bento refere que os vereadores do PS não podem dar o seu voto favorável a estas propostas uma vez que não conhecem o seu conteúdo, ainda mais quando uma delas foi debatida no seio do conselho municipal de educação “os vereadores não tiveram acesso à proposta que foi apresentada ao nível da transferência na educação, à contra proposta feita pelo município e a tudo o mais que envolve essa transferência na área da saúde. Onde é que está a democraticidade neste executivo quando nós não conhecemos as propostas, sendo que uma delas até foi objecto de análise no conselho municipal de educação. Eu entendo que aqui se verifica uma falha grave e por isso não nos podemos pronunciar sobre um projecto que não conhecemos”. 
Na resposta, o presidente da câmara do Fundão referiu que em relação à educação “teremos de nos pronunciar novamente até 30 de Setembro para o ano lectivo 2020/2021. Confesso que tenho alguma inclinação em propor essa aceitação, apesar de a proposta que recebemos em cima da última assembleia municipal estar ainda com uma distância grande relativamente às contas que o município fez. Estamos a falar de cerca de um milhão de euros de diferença em relação aos custos com o pessoal e também na parte relacionada com as intervenções nos edifícios”.  
Já em relação à área da saúde, Paulo Fernandes refere que “há uma diferença de 150 mil euros em relação à parte do pessoal mas também sobretudo em relação à parte das rendas. A maior parte das extensões de saúde não são propriedade do município e há de facto uma diferença grande entre o valor por metro quadrado que eles estão disponíveis a passar e o montante efectivo que o município iria começar a pagar. Geralmente as extensões estão a funcionar em IPSS´S, juntas de freguesia e casas do povo e ai o valor a transferir ficaria muito abaixo daquilo que actualmente é pago”.

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