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Domingo, 18 Ago 2019
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POLÍTICA
BE VISITA BAIRRO DO PATRIMÓNIO
Rádio Cova da Beira
O cabeça de lista do Bloco de Esquerda pelo distrito de Castelo Branco às eleições legislativas do próximo dia seis de Outubro vem, em comunicado, acusar a câmara da Covilhã de ter tido uma postura “arrogante e insensível” para com os moradores do Bairro do Património.
Por Nuno Miguel em 17 de Jul de 2019
Em causa está a carta enviada pelo município da Covilhã aos moradores, onde são solicitados elementos com vista ao estabelecimento de uma renda. De acordo com o Bloco de Esquerda “as casas encontram-se bastante degradadas, sem as mínimas condições de habitabilidade, necessitando uma intervenção urgente”.
Rui Lino sustenta que a câmara da Covilhã teve neste processo “uma postura arrogante e insensível”, apelidando mesmo o envio das cartas como “uma violência psicológica exercida sobre os moradores, que foram totalmente apanhados de surpresa, pois vivem nas casas há mais de 70 anos e nunca a autarquia teve a preocupação de avaliar as condições de habitabilidade e salubridade das habitações. Todas as melhorias foram feitas e pagas pelos moradores. A autarquia mostrou uma atitude de total desprezo pelos habitantes e não conduziu o processo com a dignidade e a sensibilidade social que esta situação impõe”. 
No final desta visita o candidato do Bloco de Esquerda defendeu que “é urgente ser elaborado um plano municipal de revitalização do bairro, bem como as intervenções urbanísticas e reabilitação das casas, com vista a que os moradores possam ter melhor qualidade de vida. O estabelecimento de rendas sociais deveria ser o culminar dum processo e não o início, pois importa implementar uma política social de habitação que promova a reabilitação dos imóveis, dignificando o património municipal, mas superiormente a dignidade dos moradores”. 
Rui Lino sustenta ainda que “tendo em consideração que os moradores habitam as casas há 70 anos sem qualquer intervenção pública, deve ser dada a possibilidade de escolha, caso os moradores assim entendam devem ficar com a propriedade das casas sem qualquer pagamento de renda ao município, porque foi com esse intuito que foram construídas, dar habitação aos mais necessitados. A câmara municipal da Covilhã colocou de lado a solidariedade devida aos moradores do Bairro do Património e apenas manifestou interesse na possibilidade de arrecadar uma receita municipal, não atendendo ao real interesse das populações”.

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