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Terça, 20 Ago 2019
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POLÍTICA
DOCUMENTAÇÃO ENVIADA POR CD
Rádio Cova da Beira
Foi através de um CD-Rom que os vereadores da câmara municipal da Covilhã receberam a documentação de suporte à ordem de trabalhos da reunião extraordinária do executivo que decorreu na passada quinta-feira.
Por Nuno Miguel em 15 de Jul de 2019
É esta a fórmula encontrada para enviar aos eleitos a informação depois de, no início deste mês, os documentos terem deixado de ser enviados via internet por questões de segurança. Questionado sobre o tema, o eleito do CDS/PP, sublinha que desde que os prazos legais sejam cumpridos a autarquia pode escolher a fórmula que entender para enviar os documentos aos vereadores “eu estou satisfeito com qualquer solução que a câmara encontre de me fazer chegar a documentação com 48 horas de antecedência. Pode ser por pombo correio, por sinais de fumo ou por CD. Vamos aguardar para ver quanto tempo vai durar esta fórmula de envio que a câmara agora encontrou como sendo mais segura. Nem eu nem ninguém acredita que, de um dia para o outro, a câmara tenha deixado de enviar documentação para os vereadores por questões de segurança e nem eu nem ninguém acredita que  seja por questões de segurança que tenham tentado, em violação absoluta da lei, obrigar os vereadores a deslocarem-se à câmara ou à assembleia municipal para poderem consultar os documentos”. 
Ainda assim, Adolfo Mesquita Nunes considera risível o argumento apresentado de que os documentos deixariam de ser enviados via internet por questões de segurança. O vereador desafia mesmo Vítor Pereira a tornar público o parecer técnico onde essa informação é veiculada “deveria ser publicitado o relatório técnico que diz que o envio por plataformas de partilha de documentos pela internet é inseguro. Eu acho risível que no século XXI a câmara envie documentos por correio e por CD apenas por pirraça de quererem tentar sair de uma situação que criaram. Foi querer obrigar os vereadores a não consultar a documentação. E em vez de voltar ao sistema de email, que era o evidente, inventaram agora uma questão de segurança”. 
Na resposta ao repto deixado pelo vereador do CDS/PP, o presidente da câmara da Covilhã é peremptório “o sistema do «wetransfer» não garante a segurança da informação que lá é depositada. Hoje em dia na internet há intrusões, há manipulações e aproveitamento de dados que ali são colocados. O senhor vereador não precisa de se rir ou de se entristecer com situações que são óbvias e que são facilmente constatáveis por qualquer cidadão comum em relação à segurança que devemos ter na utilização da internet”.  
Vítor Pereira garante que a autarquia vai investir num novo sistema de acesso remoto para que a informação seja remetida aos eleitos. Uma proposta que vai constar do novo regulamento de funcionamento das reuniões da câmara municipal da Covilhã que deve ser votado no próximo mês de Setembro. 

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