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Quinta, 17 Out 2019
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POLÍTICA
BE: MOBILIDADE DEVE ESTAR NO TOPO DA AGENDA
Rádio Cova da Beira
A Covilhã não tem uma política de mobilidade ao serviço das populações. A afirmação feita, em conferência de imprensa, pelo núcleo concelhio do Bloco de Esquerda que considera que esta questão deve merecer especial atenção por parte do executivo uma vez que o actual contrato de concessão termina em Agosto deste ano.
Por Nuno Miguel em 11 de Jul de 2019
De acordo com Rui Lino, o novo contrato de concessão, assim como o caderno de encargos, deve ser muito exigente relativamente a algumas matérias que o Bloco de Esquerda considera ser fundamentais “deve haver uma renovação da frota, dando prioridade aos veículos eléctricos ou movidos a gás natural com respeito pelos princípios ambientais e da qualidade do ar. Também deve verificar-se uma obrigatoriedade da existência de veículos que possam circular nas ruas do centro histórico onde actualmente não passam quaisquer autocarros. Ainda uma previsibilidade de rotas horárias e tarifas e em que quaisquer alterações só possam ser aplicadas se forem ratificadas pela câmara municipal e sempre no interesse das populações e não da empresa concessionária”.    
O dirigente do Bloco de Esquerda manifesta ainda a sua discordância em relação à possibilidade de ser introduzida uma taxa de utilização dos elevadores e funiculares, tal como já foi admitido pela autarquia “as afirmações do vereador com o pelouro dos transportes indiciam que, numa futura concessão, será incluído não só o transporte público mas também os outros meios de mobilidade que a Covilhã dispõe como os elevadores, os funiculares e as bicicletas. Depreendemos que com este novo modelo de utilização os covilhanenses possam vir a ter de pagar uma taxa pela utilização destes equipamentos, com a qual nós não concordamos, numa vez que eles foram instalados como forma de suavizar as deslocações da população. A inclusão de todos os meios de mobilidade urbana numa só empresa poderá representar um prejuízo para as populações e incapacitar o município de intervir ao nível der uma política social de mobilidade”. 
Ainda ao nível da mobilidade, Rui Lino considera que no âmbito do novo contrato de concessão “deve ser estudado todo o modelo de estacionamento à superfície que prejudica e torna proibitivo o estacionamento no centro da cidade, onde a maior parte do estacionamento é taxado, algo que não se verifica na zona baixa da cidade. Esta situação prejudica o comércio e os serviços existentes na zona histórica”. 
Já quanto às afirmações do presidente da câmara da Covilhã sobre o atraso na implementação do programa de apoio à redução tarifária devido a problemas informáticos alegados pela empresa, o dirigente refere que essa justificação “não nos convence e também não dá garantias reais às pessoas de que vão ser ressarcidas do montante que foram obrigadas a pagar a mais entre o dia 15 de Maio e o início de Julho. É uma justificação oca e também nos chama a atenção que devemos ser mais exigentes numa futura concessão e onde os concessionários se devem comprometer com um prazo máximo para a introdução de alterações deste tipo caso elas se venham novamente a verificar”:  
Nesta conferência de imprensa, Rui Lino referiu ainda que o Bloco de Esquerda já recolheu 400 assinaturas tendo em vista a recolocação de uma caixa multibanco na zona industrial do Tortosendo. Um documento que agora vai ser enviado à autarquia, assembleia municipal e à junta de freguesia do Tortosendo. 

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