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Quarta, 03 Jun 2020
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POL�TICA
ULS DA COVA DA BEIRA CAI POR TERRA
Rádio Cova da Beira
Com a aceitação de competências na área da saúde, cai por terra a ideia de criar uma Unidade Local de Saúde (ULS) na Cova da Beira. “Tudo indicia que não vai haver nenhuma ULS, e mesmo que houvesse, até lá nada impediria de termos essa competência.” Refere Vítor Pereira, que entende que os problemas da saúde não se resolvem com a criação de uma ULS, e a região não sai prejudicada com esta opção.
Por Paula Brito em 28 de Jun de 2019

 “Pelo contrário, sai reforçada a nossa competência, dos responsáveis da saúde e dos dirigentes da Cova da Beira, aliás, os autarcas, eu e os meus colegas de Belmonte e do Fundão, temos uma opinião condizente neste domínio, e neste sentido, trabalhamos de forma concertada para que as coisas possam melhorar.”

Questionado de onde lhe vem a convicção de que o projecto da ULS caiu por terra, o autarca responde “das inúmeras reuniões que temos tido com os responsáveis”.

O presidente da autarquia covilhanense falava no final da reunião extraordinária do executivo onde foi aprovada por maioria, a aceitação de competências na área da saúde e da educação. O único vereador da oposição presente, Adolfo Mesquita Nunes, votou contra, “porque considero que a câmara assume competências sem garantir o envelope financeiro necessário”.

O vereador do CDS-PP votou ainda contra a reestruturação do organigrama dos serviços municipais e mapa de pessoal. Uma “bebedeira de nomeações”, disse Adolfo Mesquita Nunes, referindo-se aos novos cargos que os documentos permitem “duplica o número de directores de departamento (2 para 8), duplica o número de chefes de divisão (8 para 16) e quadriplica o número de divisões intermédias (de uma para 4) e isto é o primeiro acto da ocupação da estrutura da câmara por parte do PS.”

Vítor Pereira diz que não se tratam de lugares de nomeação política, “são técnicos, dirigentes de serviços, quadros da função pública, não estamos a falar de cargos políticos”.

Para o presidente da autarquia covilhanense trata-se de adequar a estrutura, com vista a optimizar recursos e a preparar o município para a próxima década em termos de meios humanos. Os lugares agora criados só serão preenchidos se necessários, refere o autarca, que aponta para um aumento do quadro de pessoal com mais uma centena de trabalhadores resultante da aceitação das competências nas áreas da educação e saúde.

O executivo covilhanense aprovou ainda as contas consolidadas referentes ao grupo municipal constituído pela câmara, ADC, Icovi, Parkurbis, Associação Parkurbis e Municípia.

“Em todo o grupo, tínhamos no final de 2017, 57 milhões de dívida de médio e longo prazo, no final de 2018 era de 49 milhões, ou seja um decréscimo de 14%. O total da dívida de curto prazo no final de 2017 era de 8,9 milhões de euros, no final de 2018 era de 6,6 milhões de euros, um decréscimo de 25%.”

Adolfo Mesquita Nunes recusou votar as contas consolidadas por falta de informação sobre os documentos.

“Porque continuam a não estar disponíveis os relatórios de contas das empresas municipais, não estão no site, não estão anexas ao relatório, não me foram até hoje dadas, portanto, não tenho qualquer conhecimento da aprovação dessas contas ou conteúdo. Considero que não estou em condições de votar e fiz um repto à câmara para que publique, com urgência, o relatório de contas das empresas municipais que continuam escondidos algures.”

O presidente da autarquia disse que as contas serão todas apresentadas numa reunião extraordinária com a presença dos directores das empresas que irão também à assembleia municipal de Setembro. O autarca diz que a “boa performance financeira” do grupo vai permitir ao município, a partir do Verão, pagar a 30 dias aos fornecedores.   


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