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Quarta, 19 Jan 2022
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CULTURA
FEIRA IBÉRICA DE TEATRO ABRE PORTAS
Rádio Cova da Beira
Mais de uma centena de profissionais de artes cénicas de Portugal e Espanha estão reunidos até ao próximo sábado no Fundão. Trata-se da primeira edição da feira ibérica de teatro que pretende criar um ponto de contacto entre as estruturas promotoras e as entidades programadoras tendo em vista um reforço da comercialização de espectáculos entre os dois lados da fronteira.
Por Nuno Miguel em 27 de Jun de 2019
Para além da questão da programação o director artístico da feira, Nuno Pino Custódio, acredita que este certame pode dar um contributo importante no sentido de reforçar a rede cultural entre os dois lados da fronteira “trabalhar em rede, de uma forma mais concertada e com mais identidade é também uma forma de projectar a nossa vida. Particularmente sensibiliza-me muito mais a questão da rede do que a questão do mercado porque a criação das redes permite encarar com outros olhos a forma como nos apresentamos, como vemos o trabalho uns dos outros. Há uma outra vida com redes e isso é visível em Espanha e eu acho que isso é essencial também para as companhias portuguesas”.   
Já o responsável da associação de distribuição de artes cénicas de Espanha, Nacho Villar Garcia, acredita que a realização desta feira simboliza a concretização de um grande abraço ibérico que não se esgota apenas na figura do distribuidor “a figura do distribuidor não diz apenas respeito à parte comercial mas sim todo o acompanhamento dos criadores em parceria com os gestores culturais. Queremos que esta feira seja um grande abraço ibérico porque começámos a falar neste projecto há cerca de três anos e hoje já não é um sonho mas sim uma realidade”.  
Para a directora da rede de teatros públicos de Espanha, Maria Gonzalez, a realização desta feira permite criar uma maior ligação entre os agentes culturais dos dois lados da fronteira “é uma feira que permite romper algumas fronteiras que ainda existem e que tem uma característica que é muito importante que é a ligação transfronteiriça que está a ser estabelecida. Tudo isso são boas notícias para podermos colaborar e para pensar que, a nossa profissão, é uma das esperanças que ainda vive para a transferência humana entre seres, países e lugares porque as artes cénicas são uma linguagem universal”.   
Na sessão de abertura do certame, o presidente da câmara do Fundão, Paulo Fernandes, sublinha que a sua organização vem permitir preencher um vazio entre as estruturas de criação e as entidades programadoras “nós temos ainda um vazio que reside no facto de os profissionais das artes cénicas e da produção não tinham um espaço em Portugal onde pudessem concentrar-se durante alguns dias, partilhar ideias, trocar experiências, verem o que cada um está a fazer e no final de tudo também poderem escolher espectáculos ou companhias de que gostaram e que tiverem oportunidade aqui de conhecer o seu trabalho”.   
Uma cerimónia em que também marcou presença a directora regional de cultura do centro. Susana Meneses definiu a organização desta feira como inovadora e arrojada e que pode contribuir decisivamente para uma maior internacionalização da cultura “esta feira assume-se como um lugar privilegiado de intercâmbio e de cooperação transfronteiriça e simultaneamente como plataforma de dinamização de um verdadeiro mercado cultural à escala ibérica. Acredito que esta feira ibérica, de um modo inovador e arrojado, vai cumprir um importante objectivo ao nível da internacionalização da cultura e do nosso talento mas também da dinamização e promoção da coesão territorial”.   
Uma feira que pretende ser o primeiro passo para a criação de um mercado ibérico de artes cénicas, aproximando as estruturas criativas e as entidades responsáveis pela programação cultural nos dois lados da fronteira.

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