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Quarta, 03 Jun 2020
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SOCIEDADE
NOVA ORGANIZAÇÃO “PODE CRIAR PROBLEMAS INCRÍVEIS”
Rádio Cova da Beira
O presidente da direcção da Liga dos Bombeiros Portugueses volta a mostrar a sua oposição em relação à proposta do governo em organizar as corporações de bombeiros tendo por base o território das comunidades intermunicipais em detrimento do actual modelo que é feito a nível distrital.
Por Nuno Miguel em 27 de Jun de 2019
Presente nas comemorações dos 144 anos dos bombeiros voluntários da Covilhã, Jaime Marta Soares considera que, caso essa medida seja implementada, vai trazer problemas muito complicados na prestação de socorro às populações “a extinção dos governos civis não significou a extinção dos distritos. E não podemos andar ao sabor de uma qualquer CIM em que algumas podem ter mais de 20 municípios e corporações de bombeiros e a CIM ao lado ter apenas seis municípios. Até só esta discrepância entre as mais fortes e as mais frágeis iria criar problemas incríveis. Até já temos exemplos de concursos que foram realizados pelas comunidades intermunicipais no que se referiu aos equipamentos de protecção individual que deram barraca. Estivemos quatro anos à espera que nos entregassem esses equipamentos e depois existiu uma grande discrepância na qualidade. Não, peremptoriamente não, em termos desta divisão territorial do país em termos técnicos e operacionais dos bombeiros”.     
Jaime Marta Soares acrescenta que os bombeiros continuar a ser o principal agente da protecção civil em Portugal e exigem ser ouvidos pelo governo antes de ser tomada qualquer decisão em relação a este assunto “a nossa preocupação é estamos melhor preparados para defender melhor os portugueses. 98 por cento do socorro em Portugal é prestado pelos bombeiros. E os incêndios florestais, que são sempre o tema mais falado, só correspondem a sete por cento da actividade dos bombeiros mas nos teatros de operações temos sempre uma presença de 95 por cento ao nível de meios humanos e recursos materiais. Há muita gente no país que nem sabe que 85 por cento do trabalho que é realizado pelo INEM é feito pelos bombeiros. Por isso os bombeiros são o principal agente de protecção civil em Portugal e por isso tem de ser ouvidos antes de se avançar com qualquer reforma”.   
Recorde-se que em recente deslocação ao distrito de Castelo Branco o ministro da administração interna, Eduardo Cabrita, afirmou publicamente de que o novo modelo de organização da protecção civil em Portugal vai começar a ser implementado no último trimestre deste ano, logo após o final da época mais crítica de combate a incêndios florestais.

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