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Sexta, 28 Fev 2020
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SOCIEDADE
CÃES MATAM GADO NO TORTOSENDO
Rádio Cova da Beira
O problema não é novo, mas chegou a hora de dizer basta. José Alberto Freire, agricultor e produtor de gado, este ano já perdeu 60 animais devido ao ataque de cães selvagens. Esta sexta-feira foi a terceira vez, morreram 11 ovelhas e 21 ficaram feridas.
Por Paula Brito em 21 de Jun de 2019

Uma situação que se vem repetindo em várias propriedades do Tortosendo.

“Já foram todas visitadas por cães, nós conhecemos os cães, durante o dia andam por aí, e depois à noite em matilha, fazem ataques às propriedades. Este ano já é o terceiro ataque à minha exploração, nunca apresentei uma queixa ou fiz nada de maior, mas desta vez entendi que passava a mais.”   

José Freire calcula um prejuízo de cerca de dois mil euros neste ataque, já que além das 11 ovelhas mortas, das 21 feridas poucas sobreviverão.

“Pode acontecer salvar duas ou três destas ovelhas mas não acredito, porque estamos numa altura muito complicada porque os animais são atacados por bichos, por larvas da mosca, e os golpes são muito profundos.”

José Freire desta vez apresentou queixa à GNR que também nada pode fazer perante a situação.

“Se alguém fizer uma comunicação às autoridades que eu abati um cão, eu vou preso. Perante o sistema que nós temos, nós podemos ficar sem os animais, porque os cães têm quem os defenda e eu não consigo ter. Explique-me lá qual é que é o instituto ou ministério que me defende? Eu sou responsável pelos animais que tenho, e quem é que se responsabiliza por estes cães?”

Impotente para resolver o problema, o proprietário explica a existência destas matilhas assassinas de gado.

“O cão que matar a primeira vez nunca mais pára. Nós temos batidas aos javalis frequentemente, levam 100 cães aparecem 80 e os outros ficam por aí, só que eles sabem matar e começam a ensinar aos outros que se juntam às matilhas.”

José Freire decidiu tornar pública a situação, recordando que ele e a mulher também já foram atacados, bem como outras pessoas do Tortosendo, nas caminhadas nocturnas, sem que nada possa ser feito.  


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