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Quarta, 23 Set 2020
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SOCIEDADE
VALORIZAÇÃO PARA OS AZEITES DE MONTANHA
Rádio Cova da Beira
Promover a transferência do conhecimento científico e académico para as áreas da produção agrícola foi o grande objectivo do projecto “Azeites de Montanha” que foi desenvolvido ao longo dos últimos dois anos.
Por Nuno Miguel em 21 de Jun de 2019
Tratou-se de uma parceria entre os institutos politécnicos de Castelo Branco e da Guarda, o centro de biotecnologia de plantas da Beira Interior e a comunidade intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela tendo em vista dotar o sector da olivicultura de novas ferramentas produtivas e também de comercialização, como explicou à RCB Fátima Peres, uma das coordenadoras do projecto “a nossa acção esteve assente em três grandes eixos; transferência de conhecimento na área da olivicultura, transferência de conhecimento na área dos azeites e também na área da promoção e imagem. Desta forma nós pretendemos fazer chegar à comunidade em geral aquilo que nós sabemos fazer de maneira a criar mais valor para uma área importante deste território como é a olivicultura”.   
A também docente do instituto politécnico de Castelo Branco acrescenta que estão reunidas condições para que este projecto tenha continuidade, uma vez que já foram dados passos no sentido da criação de uma marca comum e essa ideia foi bem recebida pelos produtores “neste momento nós já temos uma proposta já validada ao nível da imagem que será, no fundo, uma imagem chapéu para os produtores que quiseram aderir. Já fizemos também um caderno de encargos base e a ideia é que esta marca também tenha um cariz internacional”.  
Na sessão de apresentação das conclusões do projecto, que decorreu no casino fundanense o director regional de agricultura do centro, Fernando Martins, acredita que ele pode dar um contributo importante para a melhoria das condições da sustentabilidade do território “todas as iniciativas que sejam desenvolvidas em prol da sustentabilidade do território no sentido de melhorar o rendimento dos produtores, que é a razão pelo qual todos estamos a trabalhar, são bem vindas. Neste caso em concreto estamos a falar de um projecto que abrange todas as áreas, desde a produção à comunicação, tem envolvidas duas instituições de ensino superior, um centro de biotecnologia e isso permite aportar conhecimento e ciência que são factores cada vez mais importantes para conseguir obter resultados e valorizar os nossos produtos”. 
Já o presidente da câmara municipal do Fundão, Paulo Fernandes, sublinhou que depois de todo o trabalho já realizado até agora este projecto não pode ser interrompido “esta questão dos azeites de montanha é fundamental para um território como o nosso. A nossa agricultura familiar e o olival tradicional, com a apanha da azeitona e a produção do azeite, é absolutamente vital para a nossa sustentabilidade social e para o ordenamento do território. Estamos a falar de uma árvore mediterrânica, milenarmente adaptada às nossas características, e tem uma cadeia de valor essencial. E este projecto veio no sentido de trazer a investigação e a inovação aplicada à produção e por isso eu espero que ele possa continuar”.     
Uma ideia também partilhada pelo secretário executivo da comunidade intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela. António Ruas não esconde o desejo de que, para além do azeite, todo o trabalho agora realizado possa servir de alavanca à dinamização de outras potencialidades endógenas existentes na região “para além da azeitona posso também falar na cereja, na castanha ou no pêssego. Todos estes produtos devem ser valorizados como frutos de montanha. E depois deste trabalho científico estar feito, temos de passar para a fase seguinte que é criar um plano de acção conjuntamente com os nossos produtores, quer ao nível de apoios directos mas também na criação de linhas de venda e comercialização. É uma fileira a que temos que dar mais valor e temos de ser capazes de capacitar melhor os nossos agricultores para potencializar cada vez mais aquilo que sabem fazer bem”.

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