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Terça, 20 Ago 2019
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POLÍTICA
FUNDÃO: BE PREOCUPADO COM A CENTRAL DE BIOMASSA
Rádio Cova da Beira
O núcleo concelhio do Fundão do Bloco de Esquerda pretende visitar a Central de Biomassa do Fundão. Ao pedido dirigido à administração daquela infraestrutura a resposta foi negativa.
Por Paulo Pinheiro em 10 de Jun de 2019

O pedido de visita foi formulado a 14 de Maio do corrente ano e  contaria com a presença da Cristina Guedes, eleita do BE na Assembleia Municipal, e a deputada do BE na Assembleia da República, Maria Manuel Rola.

De acordo com os responsáveis do núcleo do Fundão, a deslocação seria realizada a 3 de Junho e teria o objectivo de perceber o funcionamento desta nova infraestrutura do concelho “que já tem trazido muita contestação da população e recentemente do executivo municipal”.

 

Em comunicado, o BE divulga que a resposta da administração da Central, dada a 3 de Junho, foi que "não seria possível atender o pedido do Núcleo porque até à recepção provisória da Central de Biomassa a instalação pertence ao Empreiteiro Geral", mas para os bloquistas a lei é clara “e o número 8 do artigo 395º do Código dos Contratos Públicos (Decreto-Lei nº 18/2008, de 29 de Janeiro, actualizado pelo Decreto-Lei nº111-B/2017, de 31 de Agosto) diz que a obra encontra-se tacitamente recebida, uma vez que a Central de Biomassa já se encontra em funcionamento há largos meses”, refere.

 

O núcleo concelhio do Fundão BE insistiu com um novo de pedido de visita, para ser agendado já no mês de Julho e diz não entender a resposta da administração da Central de Biomassa.

 

“Estamos claramente sensibilizados pelas queixas dos e das munícipes do Fundão, seja por causa do fumo ou do constante barulho, mas também mostramos a nossa preocupação face a falta de matéria prima para abastecer a Central, confirmando que possivelmente não seria uma infraestrutura possível no nosso concelho”, lê-se no comunicado.

 

Para os dirigentes do BE a falta de matéria prima pode gerar pressão nos decisores políticos para a instalação de áreas de monocultura extensiva “e face a esta situação também podemos compreender os novos programas regionais de Ordenamento Florestal (PROF) onde se privilegia a plantação de eucalipto, que passa a estar previsto em 95% do território nacional. A Quercus também já denunciou esta situação dando o exemplo da aprovação do eucalipto nas sub-regiões homogéneas da Torre e da Estrela, em área protegida do Parque Natural da Serra da Estrela”, conclui.

 


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