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Quarta, 18 Set 2019
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SOCIEDADE
STBB APRESENTA REIVINDICAÇÕES
Rádio Cova da Beira
O sindicato têxtil da Beira Baixa acaba de lançar uma campanha pela valorização dos salários e onde vai exigir a fixação de um salário mínimo nacional de 650 euros para os trabalhadores dos sectores dos lanifícios, vestuário e calçado.
Por Nuno Miguel em 04 de Jun de 2019
A reivindicação foi apresentada no final de uma reunião de dirigentes e delegados sindicais que decorreu na casa sindical da Covilhã, uma vez que a tabela salarial recomendada pelas associações patronais, que entrou em vigor já este ano, fica muito aquém das necessidades dos trabalhadores, como refere a presidente do sindicato “essa tabela recomendada fica quem das necessidades dos trabalhadores dos lanifícios e até das próprias empresas. As empresas têm de perceber, de uma vez por todas, que não é com este tipo de salários que motivam os mais jovens que estão agora a entrar no mercado de trabalho a optar por este sector. Continuamos a ser uma área que está muito agarrada ao salário mínimo nacional e, de uma vez por todas, temos de sair daqui e as empresas perceberem que tem de existir uma valorização das carreiras e das categorias profissionais até como forma de motivação para quem entra no mercado de trabalho”.    
Marisa Tavares acrescenta que para além da questão das tabelas salariais, a estrutura sindical exige ainda um aumento de 50 euros para todos os trabalhadores deste sector, acreditando que quase todas as empresas têm condições para o fazer “cada vez que os empresários recorrem à comunicação social nós não ou ouvimos queixarem-se, bem pelo contrário e tem tido lucros significativos. O sector dos lanifícios cada vez tem menos mão de obra intensiva porque o avanço tecnológico também permite que haja uma evolução nesse sentido e isso devia contribuir para que houvesse uma maior valorização dos trabalhadores porque, no fundo, são eles que com o seu trabalho contribuem para a criação da riqueza”.  
Outra das reivindicações apresentadas passa pelo aumento dos valores de subsídio de alimentação. No sector dos lanifícios o valor mínimo de referência é de dois euros e 35 cêntimos e no vestuário é de dois euros e 40 cêntimos. Valores que, de acordo com Marisa Tavares, há vários anos que não são actualizados. Por isso o sindicato defende um valor de quatro euros para todos os trabalhadores “é inaceitável que, de ano para ano, as entidades patronais se recusem a negociar o subsídio de alimentação. Em sede de negociação quando nós lançamos uma reivindicação para uma empresa dizem-nos que essa é uma matéria para conversar no âmbito do contrato colectivo de trabalho e depois, quando estamos nas negociações, dizem-nos que os valores que estão definidos são valores mínimos e que depois as empresas que tiverem condições de negociar mais o podem fazer. O que é certo é que este valor há vários anos que não é actualizado e a nossa reivindicação é que possa ser definido um valor de quatro euros de subsídio de alimentação para todos os trabalhadores deste sector”.
Para além do lançamento desta campanha, o sindicato vai procurar o diálogo individual com as empresas, tendo em vista ver satisfeitas estas reivindicações. Caso o resultado dessa negociação não seja positivo, a estrutura admite que podem vir a ser tomadas outras formas de luta. 

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