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Terça, 17 Set 2019
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SOCIEDADE
AUTARCA PEDE UNIÃO E VIGILÂNCIA
Rádio Cova da Beira
Paulo Fernandes deixou um forte apelo à união e vigilância. No dia em que os bombeiros do Fundão completaram 92 anos foram chamados para três incêndios, um indicador do ano difícil que aí vem.
Por Paula Brito em 04 de Jun de 2019

“E se vamos ter um ano difícil, temos que estar mais unidos que nunca e mais alerta que nunca. Eu faço aqui um apelo a todos os concidadãos para não terem atitudes nem comportamentos de risco. Fazerem piqueniques na Serra da Gardunha ou num espaço florestal com temperaturas acima dos 35.º, é uma prática que no limite está a colocar-nos todos em risco, sobretudo aqueles que estão na primeira linha na defesa de pessoas e bens”.

Para o presidente da câmara do Fundão, a mão criminosa não pode servir de desculpa, para aligeirar responsabilidades.

“É verdade que há muita mão criminosa, mas também já sabemos, por muito que nos custe, que a maioria dos casos são de negligência. Está nas nossas mãos evitá-lo, naquilo que são as nossas práticas comuns. Por isso não vamos só descartar as nossas responsabilidades porque há meia dúzia, ou dúzia e meia, de gente com mentalidade criminosa que nos ataca todos os anos. Uma parte dessa responsabilidade é nossa, é preciso dizê-lo de uma vez por todas e alterarmos comportamentos.”  

O forte apelo à vigilância e à responsabilidade dos cidadãos deixado pelo autarca fundanense durante os 92 anos dos bombeiros voluntários do Fundão.

Paulo Fernandes espera ainda que a divisão administrativa da protecção civil, em correspondência com as Comunidades Intermunicipais, não traga mais problemas ao combate. O autarca deixa como exemplo a Serra da Gardunha, geograficamente inserida em duas comunidades.

“Esperar que as leis não venham trazer confusões e complicações na cooperação entre o norte e o sul do distrito. É uma questão que nos preocupa e uma reflexão que deixamos à tutela, porque a Gardunha não pode ser vista como uma nova administração da protecção civil. A Gardunha é partilhada, é um espaço continuado e sempre tivemos uma grande capacidade de responder no distrito.”

O presidente da federação distrital de bombeiros, José Avelino Neves, lembra que também nesta área foi a união e a luta dos bombeiros que fez recuar algumas questões na nova lei orgânica da protecção civil.

“Se não fizéssemos o que fizemos na altura, ninguém tenha dúvidas que a lei que foi publicada com os benefícios sociais para os bombeiros, não tinha sido redigida da forma como foi, ninguém tenha dúvidas que a directiva financeira que foi publicada não o teria sido desta forma, ninguém tenha dúvidas que a lei da ANEPC teria outro enquadramento que não o que existe hoje em dia. E esta é a força da liga e a força dos bombeiros.”

O comandante operacional distrital, Francisco Peraboa, elogiou o trabalho dos bombeiros em geral, e do Fundão em particular, sem o qual “a Autoridade Nacional da Protecção Civil não seria a mesma”.


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