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Quinta, 27 Jun 2019
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SOCIEDADE
“PARA ALÉM DE PUNIR IMPORTA PREVENIR”
Rádio Cova da Beira
O director do centro distrital de segurança social refere que é no sector agrícola que são detectados mais casos de tráfico de seres humanos em Portugal. A afirmação feita durante uma acção de sensibilização sobre o tema que foi promovida pela santa casa da misericórdia da Covilhã.
Por Nuno Miguel em 01 de Jun de 2019
Para Melo Bernardo, as situações de pobreza e desemprego contribuem para aumentar a vulnerabilidade social que está por detrás deste tipo de situações. Nesse sentido é fundamental que, para além da punição aos transgressores, seja reforçada a componente de esclarecimento junto das populações “no caso concreto de Portugal é no sector agrícola que se verifica o maior número de casos de tráfico de seres humanos com mais casos sinalizados e confirmados pelas autoridades portuguesas. Hoje todos sabemos que situações de pobreza, desemprego e exclusão social são algumas das causas que contribuem para as vulnerabilidades sociais. Por isso, para além de punir, importa sobretudo prevenir e construir uma sociedade mais justa em que o primado de tudo seja o homem e a sua própria felicidade”.  
Uma ideia também partilhada por José Armando Serra dos Reis. O vereador da câmara municipal da Covilhã refere que as estatísticas oficiais que existem sobre esta matéria não podem deixar ninguém indiferente “nós temos algumas estatísticas boas mas esta é uma que não nos orgulha. Quando somos o segundo país da União Europeia onde este problema mais grave se depara algo está mal. Sabemos que Portugal é um ponto de passagem propicio para este tipo de acção negativa como é o tráfico de seres humanos e por isso temos que todos trabalhar muito mais para o combater”.  
Já o provedor da santa casa da Covilhã, Neto Freire, sublinha que a realização desta iniciativa pretendeu corporizar as três primeiras obras de misericórdia que são a matriz identitária da instituição “a primeira obra da misericórdia é dar bons conselhos e é isso que estamos a fazer. A segunda obra é ensinar os ignorantes e é também isso que estamos a procurar fazer. A terceira é corrigir os que erram e com esta iniciativa é também isso que procuramos fazer. Esta é uma problemática que a todos nos preocupa e sendo um crime público devemos reflectir sobre ele e tentar procurar soluções para corrigir esta situação”. 

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