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Terça, 18 Jun 2019
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SOCIEDADE
ANECRA REÚNE NA COVILHÃ
Rádio Cova da Beira
A venda de veículos automóveis em Portugal decresceu 0,7 por cento nos primeiros quatro meses deste ano. Os dados foram relevados pelo presidente da direcção da Anecra no âmbito do encontro empresarial da região centro que a associação nacional das empresas do comércio e reparação automóvel promoveu no último sábado na Covilhã.
Por Nuno Miguel em 30 de May de 2019
Entre Janeiro e Abril deste ano foram vendidas menos 342 viaturas ligeiras de passageiros e menos 24 viaturas pesadas. Uma situação que, de acordo com Alexandre Ferreira, fica a dever-se a alguma instabilidade que se faz sentir no sector e que gera dúvidas no consumidor final “existe por parte do consumidor final alguma dúvida sobre que viatura comprar. O evento do eléctrico e a pressão sobre o diesel colocou dificuldades aos consumidores em saber que produto vai adquirir. Sabemos que do ponto de vista sócio-económico o eléctrico não é uma alternativa e neste momento não há contrapartidas em termos de preço que permitam ao comum dos mortais fazer a aquisição deste tipo de viaturas. E isto provoca alguma retracção na compra”. 
Apenas ao nível das viaturas comerciais ligeiros se verificou um aumento nas vendas. Nos primeiros quatro meses de 2019 foram adquiridas mais 204 viaturas do que no período homólogo do ano passado. Alexandre Ferreira sublinha que “os números onde se verifica crescimento são aqueles onde as «rent-a-car» tem um papel preponderante e que justificam este crescimento, sobretudo no período antes da época alta onde estas empresas fazem as suas aquisições e alteram as leituras das matrículas”.  
Um encontro onde outra das temáticas em debate foi a questão da concorrência desleal entre as empresas do sector. O presidente da Anecra sublinha que é necessário que sejam introduzidas algumas alterações legislativas sem as quais é impossível dar resposta a este problema “as acções que até hoje se desenvolveram assentaram sempre na fiscalização, ou seja, fomos sempre atrás do prejuízo e nunca se tomaram iniciativas legislativas que permitissem resolver este problema a montante e por isso a situação decorrer sem existirem grandes problemas para quem está a operar de forma marginal no sistema. Por exemplo devia ser obrigatório apresentar, junto do IPO, as facturas de reparação da viatura de acordo com o plano de manutenção das marcas o que iria permitir que grande parte da evasão fiscal fosse eliminada logo à partida”. 

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