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Quinta, 27 Jun 2019
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SOCIEDADE
INVESTIDORES DESISTEM DE PROJECTO
Rádio Cova da Beira
A administração do empreendimento turístico da quinta das Minas da Recheira, no Barco, vem em comunicado anunciar que vai “desistir de executar este empreendimento por causa do executivo da câmara da Covilhã”.
Por Nuno Miguel em 29 de May de 2019
Neste comunicado, a administração refere que “tendo em conta as declarações gravíssimas, ilegais e inverdades proferidas pelo vereador do urbanismo do executivo camarário da Covilhã” proferidas no final da última reunião pública da autarquia “os investidores portugueses e estrangeiros envolvidos neste projecto”, reuniram “de emergência” no passado fim de semana e tomaram a decisão de cancelar o projecto”.
Num extenso comunicado, a administração refere que “o executivo usa e utiliza este empreendimento como argumento contra a emissão da licença de exploração de lítio na Argemela, mas depois é o primeiro a criar entraves, obstáculos e inventar problemas constantes ilegais ao seu licenciamento”, voltando a criticar os técnicos do urbanismo da autarquia de falta de rigor e de isenção na apreciação do processo de licenciamento.
Os responsáveis acrescentam ainda que “o actual vereador do urbanismo, a sua mulher e a mulher do presidente da câmara pediram especialmente e particularmente para irem visitar o empreendimento, e as suas galerias mineiras, e tivemos que vir de Lisboa de propósito por esta causa”, acrescentando que a pedido da câmara da Covilhã e da união de freguesias de Barco e Coutada foi solicitado aos promotores “para abrirem o empreendimento de propósito, num domingo, no dia dois de Dezembro de 2018, para uma festa privada com cerca de 150 pessoas, numa caminhada pela serra da Argemela” e onde o presidente da câmara da Covilhã esteve presente.
Os investidores e promotores garantem que “sempre estiveram disponíveis para o diálogo, para se ultrapassar diplomaticamente todos os condicionantes do processo, mas o urbanismo sempre aparecia como um novo parecer, com mais uma ilegalidade, desgarrado e soltos dos anteriores, como se pode analisar em todos os requerimentos entregues no processo”.

Face a esta situação, os investidores decidiram “desinvestir neste concelho e neste empreendimento inovador, diferenciador e único” e vão “colocar à venda a propriedade para quem ainda tenha coragem de enfrentar e confrontar este executivo e este urbanismo”, acrescentando que “tendo em conta todos os prejuízos directos e indirectos já provocados, e as estimativas dos prejuízos futuros em relação ao empreendimento, por consequência directa e indirecta deste executivo e do seu urbanismo, já demos instruções ao nosso gabinete de advogados para estudarem as diversas e variadas acções jurídicas, a nível da instituição camarária e a nível pessoal, individual a cada um dos intervenientes”.
Passados quatro anos, os investidores dizem estar fartos, cansados, “sem forças, injustiçados e sem coragem, com as acções e atitudes constantes difamatórias, ilegais e inverdades, falta de apoio, de atitude e de visão de estratégia deste executivo” responsabilizando directamente o presidente da câmara da Covilhã, Vítor Pereira, o vereador com o pelouro do urbanismo, José Armando Serra dos Reis, o chefe de divisão José Reis e os arquitectos Jorge Carlos e Carolina Batista pelo facto de este projecto não ter sido concretizado.

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