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Segunda, 17 Dez 2018
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SERNACHE OBTÉM VITÓRIA FELIZ EM ATALAIA DO CAMPO
Vitória de Sernache arrancou um triunfo feliz em Atalaia do Campo e garantiu, por isso, presença na final da Taça de Honra “ José Farromba “
Por José Joaquim Ribeiro em 17 de Feb de 2008

Foi um jogo que não teve grandes atractivos, principalmente na primeira parte. Jogou-se aos repelões, com muitas disputas de bola e muito pouco futebol. È verdade que as dimensões do recinto de jogo não permite que fiquem muitos espaços para se delinearem jogadas vistosas, todavia, pela qualidade dos jogadores das duas equipas era de esperar um pouco mais.

 

Nos primeiros 45 minutos a nota de maior destaque vai para um lance que ocorreu, já para lá do tempo regulamentar, em que estiveram em evidencia Spranger e o guardião do Sernache Belmiro. Foi um livre apontado a mais de 30 metros da baliza, com o central da equipa da Atalaia a desferir um potente remate ao qual correspondeu Belmiro com uma estirada de grande qualidade, desviando a bola para a barra saindo depois pela linha de fundo. Os remates às duas balizas que se registaram saíram todos muito longe do alvo ou estavam totalmente controlados pelos dois guarda-redes.

 

Na segunda parte o jogo foi mais disputado, continuando, contudo, a ser pouco vistoso. Neste período a equipa da casa optou por um futebol mais ofensivo, com boas incursões dos homens que jogam tendencialmente pelas alas. Neste particular João Mateus foi dos que mais situações de desequilíbrios criou, conseguindo por três/quatro ocasiões ir à linha de fundo cruzar para a área, onde, por norma, não havia ninguém para finalizar. Do lado oposto era Ednilson ou Carvalheira quem tinha essas funções de levar o perigo à àrea do Vitória. Notava-se que a Atalaia não iria ter muito sucesso só com David Nogueira, como homem mais adiantado. É verdade que tinha mais controlo de jogo, jogava mais tempo dentro do meio campo do Sernache, mas em termos de ocasiões de eminente golo não se pode dizer que tivesse muitas. Aos 58 Ednilson teve uma boa situação mas não conseguiu introduzir a bola na baliza por não ter rematado, de cabeça, com a convicção que mais se apropriava, aos 60’ foi a vez de Nuno Antunes rematar muito por cima, na sequência de um pontapé de canto, apontado por Filipe Mouro, aos 63’ foi Ednilson a levar a bola até à linha de fundo, sentou um adversário e rematou cruzado para defesa apartada de Belmiro. Enfim, jogava-se muito mas com pouca eficácia.

 

Do lado contrário os comandado de António Joaquim jogavam sobre o seu meio campo e tentavam, sempre que o adversário lhe dava espaços, ensaiar perigosos contra-ataques. Das poucas vezes que tentaram surpreender a defesa da Atalaia a equipa da casa resolvia a situação, quase sempre por influência da velocidade e percepção de como o lance iria ocorrer, por parte de Spranger.

 

Com a tendência que o jogo estava a ter, o que se esperava era que fosse a Atalaia a marcar, mas, viria ser de bola parada que tudo ficaria resolvido. Estavam decorridos 75 minutos, o técnico Paulo Serra preparava-se para reforçar a frente de ataque, com a entrada de Bruno Correia, quando um livre, assinalado a três/quatro metros da linha de meio campo, descaído sobre a direita, a bola é colocada no centro da grande área onde Paulo Lopes apareceu, sem marcação, a desviar a bola de Hugo Pereira, fazendo o golo que lhe deu passagem para disputar a final desta competição. Era um balde de água fria e era, também, a eficácia a funcionar.

 

Bruno Correia entrou imediatamente em jogo, foi fazer parelha com David Nogueira, mas, embora ainda faltassem quinze minutos para o termo da partida, já era curto o tempo para poderem encetar a reviravolta, até por que a formação visitante jogava muito concentrada nas suas acções defensivas.

 

Até final, apesar da grande pressão exercida, a Atalaia não voltou a ter um lance em que o golo estivesse próximo de acontecer, aliás, foi a equipa do Vitória, que por intermédio de Miguel Farinha, já em período de descontos, conseguiu isolar-se valendo a pronta acção de Hugo para anular os intentos do seu adversário.

 

Foi uma vitória muito feliz, que valeu pela eficácia da equipa de Cernache do Bom Jardim.

 

O árbitro Paulo Abrantes terá perdoado, na nossa opinião, uma grande penalidade ao Vitória de Sernache, num lance em que um defensor joga a bola com a mão, após remate de cabeça de Ednilson e ficou-se pelo cartão amarelo a Tomás numa situação em que o cartão vermelho certamente melhor se impunha.

 

No outro jogo das meias finais da Taça de Honra, o Águias do Moradal mais uma vez conseguiu chegar à final desta prova. A formação de António Belo venceu a equipa de  Proença-a-Nova, por 2-1.

 


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